Mesmo sem troca, Cícero ainda pode reforçar o São Paulo a pedido de Ceni

14:00 |


Fluminense v Atletico PR - Brasileirao Series A 2016



​Ao longo das últimas semanas, muito se comentou a respeito de uma possível troca entre Fluminense e São Paulo. Enquanto o Tricolor das Laranjeiras pretendia contar com o volante Wellington, o do Morumbi via em Cícero uma valiosa reposição no seu elenco. A hipótese, porém, foi afastada nos últimos dias e praticamente sacramentada como carta fora do baralho com a iminente vinda de Matheus Sales, do Palmeiras, para o Flu.

Apesar disso, os são-paulinos mantêm a esperança de contar com o meia para a próxima temporada. Canhoto e de boa versatilidade, Cícero se encaixaria no perfil que o técnico Rogério Ceni enxerga como ideal para fazer a função de 2º homem de meio-campo. Isso sem mencionar a ótima impulsão no jogo aéreo, fundamental nas bolas paradas e na recuperação de bolas alçadas por ligações diretas.

Fluminense v Palmeiras - Brasileirao Series A 2015


A negociação, portanto, continua, mas em condições ainda indefinidas. Até porque, atualmente o São Paulo conta apenas com os volantes Thiago Mendes, Wesley, João Schmidt (em imbróglio para renovar) e Artur, além do próprio Wellington. Ceni também deve promover o jovem Araruna, um dos destaques do time sub-20. Hudson, que estava no grupo até a última semana, foi trocado por Neilton com o Cruzeiro.



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Michel Bastos é anunciado pelo Palmeiras

12:25 |





Após ter contrato rescindido no São Paulo, Michel pula o muro e jogará pelo Palmeiras em 2017

O jogador estava livre no mercado e assinou contrato de dois anos para jogar no de CT.
A seu favor conta o fato de poder disputar a Copa Libertadores de 2017, competição para qual o São Paulo não se classificou.
Mas, o atleta não deve ter vida fácil, pois terá a desconfiança do torcedor palmeirense, pois teve péssimos momentos no Tricolor e, por isso, deve ser assistido de perto pelos torcedores.
Além disso, terá uma concorrência forte com Zé Roberto, titular absoluto na posição, que renovou o contrato por mais uma temporada e, também, pelo recém contratado meio campista Alejandro Guerra.
E você, o que acha da saída do Michel Bastos do Tricolor? Já vai tarde ou foi uma perda para a próxima temporada?
Comente abaixo e deixe-nos saber a sua opinião.
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Michel Bastos pode ser trocado por jogador declarado são-paulino

12:24 |








Atacante que recentemente disse ser torcedor são-paulino, poderá jogar no time de coração ano que vem para substituir o camisa 7

Michel Bastos vem sendo contestado pela torcida tricolor há um bom tempo e ultimamente, também por dirigentes e agora pelo técnico Ricardo Gomes, que nas últimas rodadas, sequer relacionou o jogador para as partidas do Brasileirão.
Com isso, a diretoria do São paulo vai buscando nomes no mercado e um que agradou foi de Willian Bigode, atualmente no Cruzeiro.
O atacante que se declarou torcedor do tricolor será procurado e receberá uma proposta para defender seu time do coração em 2017.
“Torcia para o São Paulo. Mas hoje a família é toda cruzeirense”, declarou Willian, após pergunta de uma criança, em evento realizado na Toca da Raposa no último dia 12.
Michel Bastos chegou ao São Paulo em 2014 e desde então, atuou em 123 partidas e anotou 21 gols.
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Rogério pede por atacante querido pela torcida

12:22 |















O técnico Rogério Ceni mesmo de férias, segue planejamento do elenco para 2017 e pede reforços importantes

Pensando em resgatar a auto-estima tricolor e conquistar títulos na próxima temporada, o Mito treinador já está fazendo uma reformulação no elenco.
Além de algumas saídas pontuais, como a de Michel Bastos, o tricolor já fez quatro contratações: o goleiro Sidão, o meio-campista Cícero e os atacantes Wellington Nem e Neílton, porém Ceni ainda quer mais e o nome da vez é do atacante Aloísio “Boi Bandido”.
Segundo pessoas próximas ao jogador, o ex-camisa 19 do São Paulo está passando por problemas pessoais e deseja retornar ao Mais Querido, sabendo disso, Ceni quer marcar uma reunião com o atacante e seus agentes.
Caso o São Paulo repatrie o atleta, o time chinês teria preferência de compra de Bruno e Wellington.
Aloísio era um jogador muito raçudo e certa vez disse “Quando não dá na técnica, tem que ir na raça”.
No tricolor, ele disputou 66 partidas e anotou 22 gols, além de ter conquistado a Copa Eusébio, em 2013.
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Michel Bastos no Palmeiras. Presente das milícias tricolores

12:18 |

menon



Michel Bastos tem 33 anos. Tem bom chute e bom cruzamento. Cobra faltas. Tem experiência internacional. É um jogador com mercado ainda no futebol brasileiro, não mais na Europa. Tem bola para time grande. E trocou o São Paulo pelo Palmeiras. Uma saída determinada pela intransigência e violência de pessoas que se acham acima do clube. Os torcedores ''normais'' de pouca presença nos estádios. E os marginais, verdadeiras milícias fascistas que invadem um local de treinamento, roubam bolas, camisas e agridem jogadores.
Em 2014, quando chegou, Michel Bastos foi muito bem. Jogou mais do que Kaká, apontado como o responsável pelo vice campeonato brasileiro. Em 2015, jogou bem. Em 2016, o São Paulo teve bons momentos na Libertadores com presença significativa do jogador, que fez gols decisivos.
Mas houve um momento em que o futebol de Bastos caiu. Normal, afinal não é um gênio. Caiu. Bastante. E a torcida começou a vaia-lo. Se o colesterol de Michel subia, tome vaia. Se a pressão caísse, tome vaia. Se ele dançasse valsa, vaia. Se votasse no Aécio, Dilma, Marina, Marine Le Pen ou Amanda Nunes, vaia nele.
Então, um dia, após um gol, Michel Bastos cometeu o Sacrilégio. Mandou a torcida calar a boca. Rompeu todos os limites. Sim, porque a Torcida, essa entidade suprema, acima da lei e de tudo o mais, permite tudo: gol perdido, passe errado, frango de goleiro, só não permite ser contestada.
A plebe ignara, o ajuntamento de cordeiros que se tornam lobos vorazes, exigiu a saída de Michel.
E Michel errou. Porque, me desculpem, quem ganha o que ele ganha, não pode se abater. Tem o direito de mandar a torcida calar a boca, mas tem a obrigação de jogar com o mesmo nível de entrega e de qualidade técnica.
Não conseguiu. Perdeu a razão.
E readquiriu a razão quando os bandidos pediram autorização em seus postos de trabalho, conseguiram uma folga e foram ao local de treinamento dos jogadores e agrediram Michel Bastos, Wesley e Carlinhos. Se não houvesse segurança, talvez fossem linchados.
Ora, quem é agredido em um local de trabalho, tem toda razão em não querer trabalhar mais para aquele empregador que não lhe garante condição de trabalhar. Se, até então, Michel Bastos era um manhoso, passou a ser um agredido. Passou a ter mercado novamente. Os adversários não gostariam de ter um fingido no elenco. Mas um agredido, sim. Exceção é o São Paulo de Carlos Miguel Aidar que abriu espaço para Wesley, que teve comportamento vergonhoso no Palmeiras.
Michel Bastos, de 21 gols em 123 jogos, é mais uma vítima de parte da torcida tricolor. Como Maicon, capitão do Grêmio na conquista da Copa do Brasil.
É a vitória das milícias.
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Prefeitos vão iniciar mandatos com queda de receitas e corte de gastos

12:10 |



Denny Cesare/Codigo19/Folhapress
CAMPINAS, SP 29.11.2016-PREFEITOS - Governador Geraldo Alckmin e Joao Doria prefeito de Sao Paulo, Marcelo Crivella (PRB), prefeito eleito da cidade do Rio de Janeiro, durante 70º Reunião da Frente Nacional de Prefeitos, realizada nesta terça-feira (29) no Hotel Vitória na cidade de Campinas, interior de São Paulo. (Foto: Denny Cesare/Codigo19) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***
Alckmin, Doria e Crivella na 70º Reunião da Frente Nacional de Prefeitos
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Apertem os cintos, 2017 vai começar. Após dois anos de crise, os novos prefeitos iniciam seus mandatos num cenário de ainda mais contenção de gastos, menos investimentos e no qual prometer cortes de despesas virou até promessa de campanha.
"É fechar a torneira, mesmo. Tem que saber lidar com a escassez", diz Marcio Lacerda (PSB), presidente da Frente Nacional de Prefeitos e prefeito de Belo Horizonte que será sucedido por Alexandre Kalil (PHS) no domingo (1º).
A crise econômica encolheu as receitas das capitais: onze tiveram queda real desde o início do mandato, e só seis não viram a arrecadação cair neste ano. Muitas iniciaram um rigoroso ajuste fiscal, que deve continuar em 2017.
"Quem assume tem a oportunidade política de cortar mais. E isso é necessário", afirma Lacerda. "Quem está entrando já sabe que a economia não vai crescer. No máximo, vai parar de cair."
Em Vitória (ES), onde o prefeito reeleito, Luciano Rezende (PPS), diz que cortar gastos é "igual cortar unhas", até o horário de expediente foi reduzido para economizar. Servidores que têm celular viram a conta reduzida a um terço, de R$ 150 para R$ 45 –e quem gasta mais tem o valor descontado em folha.
Há dois anos, ninguém ganha reajuste salarial na cidade devido à queda de receitas, que é uma das mais agudas entre as capitais: 15,7% desde o início da gestão.
Em São Paulo, o prefeito eleito João Doria (PSDB) já anunciou a venda da maior parte da frota municipal e mandou os servidores usarem Uber, além de reduzir as secretarias de 27 para 22 e em 15% os valores de contratos.
A atual gestão estima que a receita neste ano será 6% menor que o previsto –uma perda de aproximadamente R$ 3 bilhões. Para fazer a conta fechar, pelo menos R$ 800 milhões foram remanejados de outros setores neste fim de ano para subsidiar o transporte público e custear a saúde, entre outras áreas.
"Na ponta, o que não pode faltar é remédio no posto e professor em sala de aula", diz Lacerda, de Belo Horizonte.
A capital mineira reduziu a frequência da limpeza pública, segurou progressões de professores, cortou iluminação de Natal, acabou com o cafezinho e eliminou o regime noturno em algumas escolas.
No Recife, a gestão de Geraldo Júlio (PSB), reeleito, foi "ao limite da criatividade", de acordo com o secretário da Fazenda Ricardo Dantas, para cortar custos.
A prefeitura reduziu as entradas dos postos de saúde, por exemplo, de seis para três, para economizar com portaria; substituiu vigias armados por porteiros ou alarmes; e mexeu em contratos para pagar por produtividade. Para 2017, Recife terá seu próprio Uber: um aplicativo de compartilhamento da frota, para reduzir os gastos com carros.
Em Curitiba, onde a arrecadação caiu quase 5% neste ano, tanto o atual prefeito quanto o eleito já enfrentam protestos contra cortes.
O primeiro, Gustavo Fruet (PDT), cancelou um edital de financiamento de projetos culturais. O que vai assumir, Rafael Greca (PMN), quer adiar um festival de música programado para janeiro.
"Enquanto a saúde de Curitiba correr riscos, não haverá música", declarou Greca, que diz pretender investir o dinheiro economizado em postos de saúde e hospitais.
ENDIVIDAMENTO
Mesmo com os cortes, alguns prefeitos vão assumir com dívidas crescentes e até salários atrasados.
Em Porto Alegre, a prefeitura precisou parcelar o 13º, e chegou a anunciar que quem quisesse recebê-lo precisaria fazer um empréstimo, a ser quitado pela próxima gestão –plano que acabou sendo abortado.
A dívida da cidade triplicou, principalmente por causa de obras da Copa –o que também aconteceu no olímpico Rio, que verá o gasto com juros dobrar em 2017.
"Muitos municípios se veem forçados a contrair empréstimos para conseguir fazer algo, porque quase metade do orçamento vai para saúde e educação", afirma o economista François Bremaeker, do Observatório de Informações Municipais.
No Rio, o prefeito eleito Marcelo Crivella (PRB) vai reduzir as secretarias pela metade. Em 2017, a previsão é que a prefeitura arrecade R$ 1,36 bilhão a menos que neste ano –queda de 4,3%.
CRISE COMPROMETE SERVIÇOS
Com cortes cada vez maiores, especialistas apontam o risco de que as prefeituras encolham, e a qualidade do serviço público fique prejudicada.
"A crise é cruel, porque ela tira a receita de um lado e, do outro, aumenta a demanda", afirma o secretário da Fazenda de Recife, Ricardo Dantas.
Com o desemprego crescente, as famílias recorreram ao SUS e à escola pública. No último ano, 1,5 milhão de pessoas deixaram de ter plano de saúde no país. A demanda pelo SUS em algumas cidades, como Curitiba, subiu 40%.
Do outro lado, com queda de receitas, os serviços ficaram comprometidos.
"O prefeito pode não ter cortado serviço, mas deixou de investir", diz a presidente do sindicato dos servidores de Vitória, Waleska Timoteo. "Não dá para tapar o sol com a peneira e dizer que isso não está afetando a população."
Segundo ela, escolas de Vitória tiveram a verba de manutenção reduzida, há atrasos na entrega de medicamentos e o quadro de servidores está congelado.
"O ajuste fiscal é necessário, mas não dessa forma. Sem servidor, não há sustentabilidade, e o município não vai dar conta da realidade", afirma.
Em Belo Horizonte, servidores da saúde se queixam de que a qualidade dos insumos caiu, e que a revisão de contratos atrasou a entrega de medicamentos.
Um estudo da Frente Nacional de Prefeitos, porém, mostra que as prefeituras procuraram poupar a saúde e a educação dos cortes: em geral, as áreas mantiveram a mesma proporção do orçamento ou até mais.
O sacrifício maior foi dirigido a outras áreas, como cultura, habitação e lazer.
"Aqui, o mais atingido foi assistência social", diz o sindicalista Ivam Martins, servidor municipal em Porto Alegre.
As capitais também absorveram a demanda de municípios menores, que, em piores condições financeiras, cortaram serviços.
"Aqui na região metropolitana do Recife já fecharam maternidade", diz Dantas. "Agora, cada um vai pagar o custo da falta de disciplina fiscal."
Prefeitos, secretários e economistas ouvidos pela Folha dizem que, se a economia não se recuperar no curto prazo, a precariedade tende a aumentar.
Eles apontam algumas bombas-relógio para a próxima gestão: uma delas é o reajuste das tarifas de transporte público. Sem dinheiro, as prefeituras devem diminuir a participação na tarifa -e a conta vai sobrar para os usuários.
Os prefeitos reivindicam a criação de um imposto sobre o combustível para ajudar a pagar a conta, mas a pauta depende de aprovação do Congresso.
A previdência é outra despesa crescente.
"É algo difícil de conter, porque existem direitos adquiridos", afirma a secretária de Finanças de Curitiba, Eleonora Fruet.
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Os obstáculos políticos de Temer em 2017

10:12 |



Especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que, além de ter de conter a crise econômica, o presidente terá de contornar no ano que vem a delação da Odebrecht, o processo no TSE e a baixa popularidade.




O presidente Michel Temer, com cabelos ao vento, durante entrevista coletiva realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta quinta (22). Ele disse que não cogita renunciar ao cargo e que vai recorrer caso a chapa Dilma-Temer seja caçada pelo TSE (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)O presidente Michel Temer, com cabelos ao vento, durante entrevista coletiva realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta quinta (22). Ele disse que não cogita renunciar ao cargo e que vai recorrer caso a chapa Dilma-Temer seja caçada pelo TSE (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O presidente Michel Temer, com cabelos ao vento, durante entrevista coletiva realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta quinta (22). Ele disse que não cogita renunciar ao cargo e que vai recorrer caso a chapa Dilma-Temer seja caçada pelo TSE (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Em seu segundo ano no comando do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer terá o desafio de driblar, em 2017, uma série de obstáculos políticos para manter a governabilidade e ter força no Congresso Nacional para aprovar reformas como a previdenciária e a trabalhista, avaliam analistas ouvidos pelo G1.
O peemedebista, que assumiu a Presidência após o impeachment de Dilma Rousseff, vira o ano com um cenário político nebuloso.
No horizonte do presidente da República, há preocupações com os imprevisíveis desdobramentos das delações premiadas dos executivos da Odebrecht, com o processo em andamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode cassar o mandato dele e com os baixíssimos índices de popularidade que ele tem registrado nos últimos meses.
Temer foi citado no pré-acordo de delação premiada do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Segundo o ex-dirigente da empreiteira, o presidente pediu, em 2014, R$ 10 milhões para campanhas do PMDB. Os fatos são investigados pela Operação Lava Jato.
Além disso, o TSE apura se a chapa formada por Dilma Rousseff e Temer para a eleição presidencial de 2014 cometeu abuso de poder econômico e se beneficiou do esquema de corrupção que atuou na Petrobras. Se o tribunal concluir que sim, Temer poderá ser afastado da Presidência.
Segundo pesquisa Ibope, Temer tem aprovação de 13% dos entrevistados. De acordo com o instituto Datafolha, apenas 10% dos entrevistados avaliam como ótima ou boa a gestão do peemedebista.
Em meio a este ambiente político em crise é que o governo buscará aprovar no Congresso Nacional, ao longo de 2017, as propostas de reforma previdenciária, com idade mínima de 65 anos para homens e mulheres poderem se aposentar, e trabalhista, com 12 pontos que poderão ser negociados entre patrões e empregados e, em caso de acordo, passarão a ter força de lei.
Para o professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer, na medida em que saírem os conteúdos das delações da Odebrecht, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário do Programa de Parcerias para Investimentos (PPI), Moreira Franco, dois dos principais conselheiros de Temer, poderão deixar o governo (os dois também são citados).
"Padilha e Moreira Franco podem cair no ano que vem com as delações. Isso vai reforçar a necessidade de uma reforma ministerial", diz Fleischer.
Na avaliação do cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Sérgio Praça, o agravamento da crise política e da impopularidade de Temer deverão resultar em impacto negativo ainda maior para o governo, superior até ao desgaste causado pela demora na recuperação econômica.
Para Praça, apesar da expectativa da retomada do crescimento, o mercado ainda não se recuperou da crise e voltará a investir no país em ritmo mais lento do que o esperado pelo Ministério da Fazenda.
"A economia obviamente não está bem, mas a crise política consegue ser pior. Com as medidas adotadas, a crise econômica fica um pouco mais difícil de o cidadão enxergar no seu dia a dia. Só que com a turbulência causada pelas delações, os índices de popularidade devem cair ainda mais", diz o cientista.
"Governo Temer não tem onde se segurar", diz Lo Prete

Delações

Além de Cláudio Melo Filho, outros 76 executivos e ex-executivos da Odebrecht fecharam acordo de delação premiada com o Ministério Público. Ex-diretor da empreiteira, Melo Filho citou, ao todo, 51 políticos de 11 partidos, entre os quais Temer e os principais assessores do presidente.
Um dos citados, o advogado e amigo de Temer José Yunes, que despachava do Palácio do Planalto, pediu demissão do cargo de assessor especial da Presidência em 14 de dezembro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) os acordos de delação dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht e, a partir de fevereiro, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Corte, decidirá se homologa ou não os acordos.
Para Sérgio Praça, a tendência é que ocorram demissões no primeiro escalão do governo e no núcleo mais próximo a Temer quando o conteúdo das delações da Odebrecht vier a público.
"Acho que o Temer está pensando mais na própria sobrevivência."
"Acho que o Temer está pensando mais na própria sobrevivência. O negócio é que, no momento em que Padilha e Moreira Franco saírem, o Temer sai. O governo é o PMDB, não é o Temer", diz.
O especialista avalia também que "falta hierarquia" entre os ocupantes do Palácio do Planalto em razão da proximidade entre Temer e alguns de seus ministros.
"Não há relação de hierarquia entre Temer e os ministros. Todos estão na mesma estatura e por acaso têm o Temer como presidente após o impeachment. É muito mais esquisito, tendo essa configuração, que o Temer sobreviva. Ele não é o chefe. Acho que mesmo que ocorram demissões, não vai adiantar muito", afirma.
"Não há relação de hierarquia entre o Temer e os ministros. Todos estão na mesma estatura e por acaso têm o Temer como presidente após o impeachment."
Para o cientista político e professor do Insper, Fernando Schüler, se algum ministro estiver envolvido em novos escândalos, o governo deverá agir "rápido" e não repetir a reação no caso do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, que pediu demissão somente uma semana após a deflagração da crise política motivada pela denúncia do então ministro da Cultura, Marcelo Calero.
"O governo não soube agir e o Geddel não colaborou com o presidente. Ele deveria ter saído logo e assumido a responsabilidade, mas deixou que o governo sangrasse. Isso não aconteceria com o Padilha."
Campanha de Dilma e Temer tem indícios de fraude, apontam MPE e PF

Processo no TSE

No meio político, a expectativa é que em 2017 o TSE julgue a ação movida pelo PSDB na qual o partido pede a cassação da chapa que elegeu Dilma e Temer em 2014, sob a acusação de que a campanha, à época, cometeu abuso de poder econômico e se beneficiou do esquema que atuou na Petrobras.
O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, já disse que a inclusão das delações da Odebrecht no processo poderá atrasar o julgamento da ação. Se fosse mantida a tramitação atual, seria possível julgar as ações no primeiro semestre do ano que vem.
Em recentes entrevistas sobre o assunto, o presidente Michel Temer tem dito que entrará com recursos tanto no TSE quanto no STF se for considerado culpado.
A cientista política e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Vera Chaia acredita que, mesmo que o TSE condene a chapa, os recursos poderão estender o processo até 2018, quando termina o mandato de Temer.
"O TSE pode condenar a chapa, mas como sabemos pela Justiça brasileira, existem vários recursos que podem se estender até 2018, quando o mandato de Temer estiver para acabar."
"O TSE pode condenar a chapa, mas, como sabemos pela Justiça brasileira, existem vários recursos que podem se estender até 2018, quando o mandato de Temer estiver para acabar mesmo. Por isso é que existe uma desconfiança da população quanto às instituições. Existem recursos, apelações e é tudo um jogo político do qual a sociedade brasileira não participa e não tem conhecimento", disse a professora.
Fernando Schüler, do Insper, vê "fortes elementos" de irregularidades e probabilidade "razoável" de a chapa ser cassada.
Mas David Fleischer considera "improvável" que o TSE decida pela anulação da chapa eleita, em razão das consequências políticas e econômicas. "Isso pode deixar o cenário pior ainda e agravar a crise econômica. Vai afastar os investidores", argumenta.
“Ativo do governo Temer é sua base parlamentar”, diz Lôbo

Reformas

Entre as reformas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto em 2017 estão a da Previdência Social e a trabalhista.
De forma reservada, assessores de Temer dizem que o governo também deverá enviar, ainda em 2017, propostas para atualizar os sistemas tributário e político.
Para aprovar as propostas, Temer tentará contar com uma ampla base aliada no Senado e na Câmara.
Para os cientistas políticos ouvidos pelo G1, se Eunício de Oliveira (PMDB-CE) vencer a eleição para presidente do Senado, o apoio a Temer estará garantido.
"No Senado, [Temer] não vai ter problema nenhum, mas, na Câmara, acredito que corra o risco de rachar a base aliada, sim."
Na Câmara, porém, não há essa mesma avaliação. Isso porque o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), articula a reeleição dele enquanto outros deputados da base, também. Entre eles, está Rogério Rosso (PSD-DF).
"No Senado, [Temer] não vai ter problema nenhum, mas, na Câmara, acredito que corra o risco de rachar a base aliada, sim. Lá, tradicionalmente, existem mais conflitos. A base do Temer é tão grande que, se você contenta um, descontenta outro. São muitas peças em um jogo de xadrez", avalia Vera Chaia.
Aumenta a reprovação ao governo Temer, diz pesquisa do Ibope

Baixa popularidade

Com os índices de popularidade entre 10%, segundo o Datafolha, e 13%, segundo o Ibope, Temer já disse que esses percentuais "abalam", mas não o incomodam para governar porque "lá na frente haverá reconhecimento" das medidas adotadas pelo governo.
Para Vera Chaia, o recesso de Natal e Ano Novo será "providencial" para a reprovação de Temer entre os eleitores "dar uma acalmada".
Fernando Schüler, por sua vez, acredita que, se houver a recuperação econômica, isso poderá melhorar o ambiente político.
"A vantagem do governo é que ele tem uma agenda econômica clara. Com a baixíssima popularidade, o governo tem paradoxalmente pouco a perder, pois age por convicção."
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