Políticos pedem cancelamento da pré-candidatura de Dória em SP

18:55 |

28/02/2016 21h24 - Atualizado em 28/02/2016 23h32


José Aníbal e Alberto Goldman acusam Dória de cometer crimes eleitorais. 
PSDB realizou prévias para escolher candidato à Prefeitura de São Paulo.

Paulo Toledo PizaDo G1 São Paulo
O senador suplente pelo PSDB, José Aníbal, e o vice-presidente do partido, Alberto Goldman, pediram, na noite deste domingo (28), ao Diretório Municipal do partido, o cancelamento da pré-candidatura do empresário João Dória à Prefeitura de São Paulo.
Aníbal, que apoia a candidatura do deputado federal Ricardo Trípoli, e Goldman, militante de Andrea Matarazzo, também candidato, acusam Dória de abuso do poder econômico e de ter cometido crimes eleitorais durante as prévias do partido.
O PSDB realizou neste domingo as prévias do partido para escolher o candidato para as eleições municipais de 2016 em São Paulo. Estão na disputa para ser candidato à Prefeitura o vereador Andrea Matarazzo, o empresário João Dória e o deputado federal Ricardo Tripoli.
A apuração, que deveria ter início às 17h na Câmara Municipal, no Centro, começou com mais de três horas de atraso por conta de problemas nas urnas de quatro regiões, do total de 58 zonais.
Aníbal e Goldman afirmam que o João Dória fez propaganda ilegal, através da distribuição de cavaletes, da boca de urna e do uso de carro de som nas regiões de votação.
Dória rebateu às acusações e negou ter cometido crime eleitoral. "Não tomamos nenhuma medida equivocada. Fizemos absolutamente tudo dentro das regras do partido." Na avaliação do empresário, a denúncia é manobra política.
"O que estão querendo fazer é ganhar no tapetão. Estão vendo que a situação dos nossos dos adversários, que merecem o respeito, mas a situação deles não é boa do ponto de vista da apuração, e querem utilizar o tapetão. Só que o tapetão não vai funcionar aqui. O que vai funcionar aqui é o voto."
Segundo o vereador Mário Covas Neto, presidente do Diretório Municipal do PSDB, não será possível analisar o pedido nesta noite. "Isso tem que ser deliberado pela executiva. Nós precisamos que o corpo jurídico do diretório faça uma análise sobre as consequências jurídicas desse ato e a gente toma providência", explicou o presidente. Questionado se havia risco de a eleição ser cancelada, ele respondeu: "De jeito nenhum.  Estamos há meses organizando essa eleição."
Apuração
Mário Covas Neto também revelou que os votos do diretório Zonal do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, não serão contabilizados. A urna eletrônica foi danificada após uma confusão durante a votação.
"Não há como computar esses votos. Porque a urna foi quebrada. Não fizeram votos impressos porque a mesa que presidia os trabalhos não se sentiu segura para continuar", explicou.
Militantes de pré-candidatos se envolveram em uma briga no diretório. A Polícia Militar foi acionada para conter o tumulto no local, que teria acontecido entre apoiadores do deputado federal Ricardo Tripoli e do empresário João Dória.
O presidente do diretório municipal ainda explicou que alguns votos tiveram que ser analisados caso a caso. Os votos de alguns militantes do partido com pendência no processo de filiação, que não conseguiram regularizam a tempo, foram descartados. 
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Andrea Matarazzo, João Doria e Ricardo Tripoli (Foto: Letícia Macedo/G1, Divulgação e Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)Andrea Matarazzo, João Doria e Ricardo Tripoli (Foto: Letícia Macedo/G1, Divulgação e Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)
Votação
O vereador Andrea Matarazzo votou às 10h30, na Zonal do Jardim Paulista, na Assembleia Legislativa de São Paulo, no Ibirapuera, Zona Sul da capital paulista. Ele estava acompanhado pelos seus apoiadores de partido, o senador José Serra e o ex-governador Alberto Goldman. Após a votação, Matarazzo comentou sua experiência de 25 anos na vida pública e disse que está fazendo uma “campanha limpa”.
O pré-candidato João Dória votou em Pinheiros, por volta de 11h. Antes, ele acompanhou o voto do governador Geraldo Alckmin, no Butantã. Dória encontrou o Secretário de Energia, João Carlos de Souza Meirelles, e o Secretário de Transportes, Clodoaldo Pelissioni.
“Disputa em eleição é absolutamente normal, não há eleição sem disputa”, afirmou Dória “Sou um grande entusiasta das prévias, as prévias permitem democracia. Permitem que ao invés de você ter 27 caciques discutindo quem deve ou não deve ser candidato a prefeito, tenha 27 mil afiliados do PSDB que fazem valer sua opinião através do voto”.
Sobre o apoio dos outros candidatos, Andrea Matarazzo e Ricardo Tripoli, Dória afirmou que, caso seja escolhido para concorrer ao cargo, “o tempo ajuda a curar as feridas” e que o PSDB vai ser um partido unido nas eleições. “Nosso grande adversário não está dentro do PSDB, está fora do PSDB. Nosso maior adversário, de São Paulo e do Brasil, é o PT”. Dória afirmou que não acredita em um desgaste do partido por causa da realização de prévias. “Acredito que as prévias representam um valor democrático.”
O deputado federal Ricardo Tripoli votou às 10h na Zonal de Perdizes, na Santa Cecília. Ele estava acompanhado da mulher e três filhos, além do deputado federal Caio Narcio de Minas Gerais. Tripoli condenou as intrigas entre os outros pré-candidatos e defendeu a união do partido. Ele também afirmou que a expectativa para o resultado é muito boa.
“Eu fiz uma campanha objetivando o discurso, o diálogo, o consenso, o mais importante é o PSDB. Fiquei muito chateado com o volume de denúncias, de brigas, de intrigas, esse não é o nosso PSDB. O PSDB é outro PSDB, tem uma origem na social-democracia, uma origem no respeito a população, às pessoas, a questão da ética é fundamental no PSDB e algumas coisas saíram do controle. Mas, mesmo assim, me vejo muito empolgado, com meus aliados José Aníbal, Bruno Covas, com a militância do partido”, afirmou. “Depois dessas prévias nós temos que buscar a unidade do partido”, ressaltou.
Tripoli, que se considera o candidato da militância do partido, acredita estar mais bem preparado do que os demais candidatos, por ter mais anos de vida pública “Eu acho que os 33 anos de vida pública me dão condições de apresentar algo que está acima das demais candidaturas sem nenhum demérito aos outros pré-candidatos”, declarou. “Cada um tem uma postura, tem, uma história, um entrou recentemente e não tem muito o que apresentar, outro já está mais avançado em termos de campanha. Eu estou no oitavo mandato, fui o deputado federal mais votado na capital, já fui vereador”, defendeu ele.
O presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez, votou na Câmara Municipal na tarde deste domingo (28). O deputado, que é investigado por supostas fraudes nas merendas do ensino público estadual, passou para fotos com correligionários e saiu rapidamente da área de votação. Questionado pelo G1 sobre as votações nos pré-candidatos tucanos, disse: "Espero só que as prévias distensionem e que o partido saia unido das prévias".
Definição
Para ser eleito, o vencedor terá que receber mais de 50% dos votos. Caso isso não ocorra, será realizado um segundo turno das prévias, com data marcada para 20 de março, com os dois candidatos mais votados.
Matarazzo é apoiado por nomes como o senador José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A escolha de Tripoli é apoiada pelo deputado federal Bruno Covas e pelo presidente do Instituto Teotônio Vilela e ex- secretário estadual de Energia, José Aníbal. Já Dória tem o apoio do governador Geraldo Alckmin.
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Com desemprego alto, processos da Justiça do Trabalho disparam em 2015

18:51 |

28/02/2016 15h14 - Atualizado em 28/02/2016 16h43



Número de ações tem maior crescimento em 20 anos e atinge 2,6 milhões.
Presidente do TST defende meios alternativos de resolução de conflitos.

Karina Trevizan e Thiago ReisDo G1, em São Paulo
Processos trabalhistas (Foto: Arte/G1)
O número de processos trabalhistas no Brasil teve um aumento de 12,3% em 2015. É o que mostram dados do TST (Tribunal Superior do Trabalho) obtidos pelo G1. Foram recebidas pelas varas do Trabalho espalhadas pelo país 2,6 milhões de ações no ano passado – um recorde de toda a série histórica, iniciada em 1941.
Além disso, desde 1995, o aumento percentual de um ano para o outro não era tão elevado – naquele ano, a alta foi de 12,4%. De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, entre todos os fatores, um é determinante: a alta do desemprego em 2015. Segundo dados de dezembro divulgados pelo IBGE, a taxa média de desemprego para o ano ficou em 6,8%. De acordo com a pesquisa, "foi a maior de toda a série anual da pesquisa [março de 2002] e também interrompeu a trajetória de queda que ocorria desde 2010".
“A crise econômica fez com que mais trabalhadores despedidos procurassem a Justiça do Trabalho para reparar algum direito”, afirma o professor da FGV e da PUC-SP Paulo Sérgio João. “Quando há uma situação econômica mais estável, não há um fluxo tão grande de reclamações trabalhistas. A Justiça do Trabalho é uma Justiça dos desempregados. É a última tábua de salvação.”
Quando há uma situação econômica mais estável, não há um fluxo tão grande de reclamações trabalhistas. A Justiça do Trabalho é uma Justiça dos desempregados. É a última tábua de salvação"
Paulo Sérgio João, professor da FGV e da PUC-SP
O coordenador do curso de direito do Mackenzie Campinas, Claudinor Barbiero, faz uma análise parecida. “Estamos atravessando uma crise sem precedentes. Isso faz com que os trabalhadores desempregados, sem possibilidade de aprimoramento ou recolocação, recorram à alternativa do ajuizamento de uma ação. É um fenômeno que decorre principalmente da recessão.”
Barbiero cita ainda o caso de pequenas e médias empresas que não têm conseguido pagar as verbas rescisórias. “Muitas dessas empresas preferem que o empregado vá à Justiça do Trabalho para que possam ganhar tempo. Além disso, evitam uma negociação direta, e conseguem parcelar o valor.”
Os efeitos da crise se mostram duradouros. Isso afeta todo o mercado de trabalho. Se há um número expressivo de demandas, em 2016 ele vai ser ainda maior"
Claudinor Barbiero, professor do Mackenzie Campinas
Em 2015, houve o fechamento de 1,54 milhão de vagas formais de trabalho, a pior taxa em 24 anos, segundo o Ministério do Trabalho. Em contrapartida, foi registrado um aumento na informalidade.
“A contratação de trabalhadores sem registro, sem cumprimento de obrigações, vai fazer aumentar ainda mais o volume de ações”, preconiza Paulo Sérgio João.

Barbiero também prevê um cenário nada favorável: “Os efeitos da crise se mostram duradouros. Isso afeta todo o mercado de trabalho. Se há um número expressivo de demandas, em 2016 ele vai ser ainda maior. Parece catastrófico e é triste esse quadro, mas é realista. Não há como fugir”.
Os dados do TST mostram que foram julgadas no ano passado 2,5 milhões de ações pelas varas do Trabalho. Há hoje 1,6 milhão de processos à espera de apreciação (o número também leva em conta as ações não julgadas de anos anteriores).
O novo presidente do TST, Ives Gandra Martins Filho, afirmou, em seu discurso de posse nesta quinta (25), que há uma preocupação com o grande volume de processos. "O que explica o crescimento desmesurado das demandas trabalhistas e a pletora de recursos, atolando e paralisando todos os nossos tribunais? Como tirar do papel a garantia constitucional da celeridade processual? Parece-me que, além das causas exógenas à própria Justiça, que são os defeitos e imperfeições em nossa legislação social, as causas endógenas são, em meu humilde olhar, a complexidade de nosso sistema processual e recursal e o desprestígio dos meios alternativos de composição dos conflitos sociais", disse.
Gandra Martins Filho afirmou que "trabalhará para contribuir com a racionalização judicial, a simplificação recursal e a valorização da negociação coletiva, fazendo do processo meio e não fim, prestigiando as soluções que tornem mais célere e objetivo o processo, reduzindo ao mesmo tempo as demandas judiciais".
Novo perfil
A advogada Vanessa Vidutto diz que seu escritório tem recebido um novo perfil de trabalhadores em busca de reparação. “Há muitos demitidos em massa, pessoas com qualificação, muitos anos de empresa e salários bons. São as empresas buscando alternativas pra baratear custo, claramente reflexo da crise.”
Selo desempregado (Foto: Editoria de Arte/G1)
Um contador de São Paulo de 55 anos ouvido pelo G1 é um dos exemplos. Ele entrou com uma ação contra a empresa na qual trabalhou por 34 anos após uma demissão em massa. O ex-funcionário conta que a empresa da indústria farmacêutica decidiu terceirizar os serviços administrativos. Ele e quase todos os colegas do setor (com exceção de dois) receberam uma carta informando sobre a demissão. Ao todo, foram 14 demissões. Mas não foram mandados embora de imediato: eles tiveram que passar os últimos meses na empresa treinando as pessoas que os substituíram no trabalho.
“Estamos pedindo danos morais em cima dessa tortura que nós tivemos por esse tempo todo, de trabalhar, se doar para passar o serviço para os outros, sabendo que nós estávamos pré-datados”, afirma o contador, que prefere não se identificar. “É horrível trabalhar dessa forma: sair da sua casa todos os dias sabendo que você vai para uma empresa onde sabe que, mais cedo ou mais tarde, não vai ficar mais.”
Estamos pedindo danos morais em cima dessa tortura que nós tivemos por esse tempo todo, de trabalhar, se doar para passar o serviço para os outros, sabendo que nós estávamos pré-datados"
Contador de 55 anos, que entrou com ação contra empresa na qual trabalhou por 34
“A empresa levou todo o sistema financeiro para a Argentina e o contábil, para a Índia. Treinamos os indianos e os argentinos”, relata. “Eles me deram dois salários de prêmio para me sujeitar a fazer isso. É horrível você repassar tudo o que criou de mão beijada.”
Na ação, o contador ainda pede um ressarcimento por periculosidade do trabalho. Contratado em 1980, ele conta que os funcionários mais novos foram admitidos já com esse direito. “Eu trabalhei em um prédio de dois andares. Embaixo ficava o laboratório químico geral da empresa e na parte de cima ficávamos nós, do departamento administrativo. Por várias vezes tivemos que evacuar o prédio e ficar do outro lado da avenida por causa do cheiro insuportável e do ardor nos olhos. Eu sofro de bronquite asmática. Na saída, questionei sobre isso ao rapaz do RH, e perguntei por que a gente não tinha os 30% de periculosidade. Em uma conversa em off, ele falou: ‘Se de cada dez funcionários, um entrar com ação trabalhista por isso, ainda estamos no lucro’.”
Ele também reivindica horas extras e questiona o período em que precisou trabalhar em outro município sem receber o devido respaldo da empresa.
O contador diz que, além dele, outros 3 colegas de departamento demitidos também entraram com ação trabalhista contra a empresa. Dois ainda avaliam a possibilidade.
Fim do medo da ‘lista negra’
Para os especialistas, o aumento de ações também é resultado de uma conscientização maior dos trabalhadores em relação a seus direitos. “O trabalhador hoje não é tão passivo. Tem uma instrução melhor e recebe orientação. Senão por meio do sindicato, por iniciativa própria vai buscar informações. E quando uma irregularidade acontece fatalmente ela vai desaguar numa reclamação na Justiça”, afirma Barbiero.
As pessoas não podem ter o direito de livre acesso ao Judiciário inibido"
Vanessa Vidutto, advogada
Segundo ele, o que não pode acontecer é o trabalhador ter receio de entrar na Justiça. “Muitos ficam com medo por conta de cadastros, listas negras, de ficarem marcados, estigmatizados. Isso é uma preocupação absurda.”
A advogada Vanessa Vidutto concorda. “Há uns anos, com o CPF e o nome era possível fazer uma pesquisa pela internet nos tribunais regionais, como se faz nos tribunais de Justiça. Agora, é preciso fazer uma petição justificando os motivos e o juiz ainda vai analisar. Ou seja, existe uma proteção. As pessoas não podem ter o direito de livre acesso ao Judiciário inibido”, diz.
Fraudes trabalhistas
Mas como saber quando entrar na Justiça? O que configura uma fraude trabalhista? O G1 pediu para a S2 Consultoria, empresa especializada em prevenir e tratar atos de fraude, para responder a essas e outras perguntas. Veja a seguir:
Pergunta 1 (Foto: Arte/G1)
Fraude é tudo o que é utilizado para ter vantagem sobre outro por meio de sugestões falsas ou omissão da verdade. Assim, a fraude trabalhista é o engano, esperteza ou dissimulação e quaisquer outros meios injustos por intermédio dos quais outra pessoa é enganada. Ela pode ser praticada pelas duas partes do contrato trabalhista – pelo empregado ou pelo empregador.

As fraudes trabalhistas mais comuns praticadas pelos empregados são apresentação de diplomas falsos, falsificação de comprovante de residência, atestados médicos fictícios, entre outros. Já as praticadas pelos empregadores se configuram com o não registro ou registro inadequado do empregado, com a falsidade de informação quanto ao vínculo trabalhista, com a contratação dissimulada de profissionais no modelo de PJ (pessoa jurídica).

Pergunta 2 (Foto: Arte/G1)
Há um mito de que o trabalhador que recorre à Justiça ficará marcado no mercado como um mau profissional e, consequentemente, não conseguirá mais emprego formal em nenhum lugar. Segundo a consultoria, isso é uma falácia, por dois motivos. Primeiro porque não há como o mercado ter conhecimento dessa situação, tanto por não existir banco de dados para isso como pelo risco que o antigo empregador processado corre ao relatar que houve o ingresso do profissional de uma ação trabalhista.

O segundo motivo é bem mais simples: se a nova empresa não contrata um profissional por ter procurado seus direitos na Justiça, talvez seja uma empresa que teme que este profissional fará o mesmo com ela por não cumprir as leis trabalhistas. Aí, é o profissional que não deve selecioná-la.

Pergunta 3 (Foto: Arte/G1)
O profissional deve recorrer à Justiça sempre que seus direitos forem violados. Porém, apenas quando forem violados. O que significa dizer que cada vez mais a Justiça Trabalhista está intolerante com pedidos exorbitantes e infundados dos trabalhadores. Não há mais espaço para o famoso "vai que cola", diz a S2.

O trabalhador deve buscar o que realmente é seu por direito e não exageros. Por outro lado, o empregador também deve recorrer a uma demissão por justa causa quando se deparar com atos fraudulentos do empregado, não permitindo assim que se alimente a cultura da impunidade dentro da organização, o que fomentará mais e mais fraudes. Mas a justa causa não isenta a empresa das obrigações trabalhistas que ela deve ao trabalhador.

Pergunta 4 (Foto: Arte/G1)
A fraude pode ser provada por meio de arquivos eletrônicos (e-mail é o mais comum), mas também por meio de testemunhos de colegas de trabalho.



Pergunta 5 (Foto: Arte/G1)
1) Verbas trabalhistas: horas extras não pagas, falta de recolhimento de FGTS, não pagamento de 13º salário, e não equiparação salarial com colegas que exerciam a mesma função
2) Vínculo trabalhista: requerimento de registro formal, vincular corretamente o tipo de relação trabalhista
3) Danos morais: solicitação de indenização por ter sofrido algum tipo de lesão moral no decorrer da relação trabalhista.
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Oscar 2016: veja lista com os ganhadores da premiação

18:50 |

28/02/2016 22h47 - Atualizado em 28/02/2016 23h40



'A grande aposta' e 'O regresso' são favoritos a melhor filme.
Primeiras categorias da noite serão roteiros adaptado e original.

Do G1, em São Paulo
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Alicia Vikander recebe o Oscar de melhor atriz coadjuvante por 'A garota dinamarquesa' (Foto: Chris Pizzello/Invision/AP)Alicia Vikander recebe o Oscar de melhor atriz coadjuvante por 'A garota dinamarquesa' (Foto: Chris Pizzello/Invision/AP)
"Spotlight - segredos revelados" ganha primeiro Oscar deste domingo (28) ao confirmar o favoritismo na categoria de roteiro original. O longa já tinha vencido a premiação do sindicato dos roteiristas.
O mesmo aconteceu com "A grande aposta", que levou melhor roteiro adaptado após também ser o escolhido do sindicato.
Pela primeira em anos, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas mudou a ordem da premiação, que começava com o troféu para a atriz coadjuvante.
O evento começou com o clássico monólogo de seu apresentador, cargo que neste ano é ocupado pelo comediante Chris Rock. Obviamente, ele comentou a ausência de indicações para negros, que não concorrem a nenhuma das categorias principais. 
"Se nomeassem o apresentador, eu nem teria este trabalho", brincou Rock. "Vocês estariam vendo o Neil Patrick Harris agora."
Veja abaixo lista atualizada em tempo real com os vencedores:
Melhor montagem
"A grande aposta"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"O regresso"
"Spotlight: Segredos revelados"
"Star Wars: O despertar da força"
Melhor fotografia
"Carol"
"Os oito odiados"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"O regresso"
"Sicario"
Melhor cabelo e maquiagem
"Mad Max: Estrada da fúria"
"The 100-year-old man who climbed out the window and disappeared"
"O regresso"
Melhor design de produção
"Ponte dos espiões"
"A garota dinamarquesa"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"Perdido em Marte"
"O regresso"
Melhor figurino
"Carol"
"Cinderela"
"A garota dinamarquesa"
"Mad Max: Estrada da fúria"
"O regresso"
Melhor atriz coadjuvante
Jennifer Jason Leigh ("Os 8 odiados")
Rooney Mara ("Carol")
Rachel McAdams ("Spotlight: Segredos revelados")
Alicia Vikander ("A garota dinamarquesa")
Kate Winslet ("Steve Jobs")
Melhor roteiro adaptado
"A grande aposta"
"Brooklyn"
"Carol"
"Perdido em Marte"
"O quarto de Jack"
Melhor roteiro original
"Ponte dos espiões"
"Ex Machina"
"Divertida mente"
"Spotlight - Segredos revelados"
"Straight Outta Compton"
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IMAGENS FORTES! Só vendo para crer o que este casal fez com uma criança de 4 anos em rituais de magia negra

18:48 |

Geral

26/02/2016


Foto: Reprodução / PP
Casal foi preso acusado de torturar uma criança de apenas 04 anos em Campo Grande
Na última terça-feira (23) um casal foi preso acusado de torturar uma criança de apenas 04 anos em Campo Grande (MS) e confessou à polícia que praticou as agressões e que algumas delas ocorreram em rituais de magia negra.

O acusado era tio-avô do menino onde ele e a esposa teriam sido os familiares mais próximos da criança e se interessaram pela adoção depois que a avó materna deixou o menino com a Justiça alegando que não tinha condições de cuidá-lo.

De acordo com a delegada que atendeu a ocorrência Priscilla Anuda Quarti, o fato só foi descoberto durante uma visita de rotina que os profissionais de um abrigo realizavam às famílias que adotam crianças.

Segundo informações, durante a visita o garoto foi encontrado com queimaduras no rosto, um dos braços quebrados, ferimentos nos olhos, no saco escrotal e vários hematomas pelo corpo.

As córneas da criança também haviam sido atingidas deixando-a cega de um olho sendo que a visão do outro olho também pode ficar comprometida. Diante das graves lesões, o menino foi imediatamente encaminhado à Santa Casa e a mulher de 31 anos foi presa quando chegou no hospital para ver o garoto. O marido dela de 46 anos foi preso em seguida e a polícia prendeu também um terceiro suspeito que é um jovem de 18 anos que já tem passagem por tráfico de drogas e é sobrinho do casal. Ainda segundo a delegada, o casal que é considerado extremamente perigoso relatou que adotou a criança em maio de 2015 já com a intenção de sacrificá-la em rituais de magia negra.

Foto: Reprodução / Internet

Conforme depoimento dos acusados, os rituais aconteciam de 03 a 04 vezes por semana durante a noite na sala da residência onde moravam. O casal foi indiciado por tortura qualificada por lesão grave com a pena aumentada pela vítima ser criança e abandono de incapaz. 

ATENÇÃO! IMAGENS FORTES!





A criança deu entrada no hospital com várias queimaduras
pelo corpo, braço quebrado, orelha machucada e com
ferimento em um dos olhos. (Fotos: Reprodução / Internet)

 Fonte: Plantão Policial
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