Jovem picada por escorpião afirma que fiscal da Fuvest garantiu prova

19:48 |

30/11/2015 14h06 - Atualizado em 30/11/2015 17h03



Victória Sideri,18 anos, de Campinas tentava uma vaga em medicina.

Fuvest informou que só poderá esclarecer o caso após análise de relatórios. 

Do G1 Campinas e Região
Candidata da Fuvest foi picada por escorpião e desclassificada em Campinas (Foto: Victoria Sideri / Arquivo Pessoal)Candidata da Fuvest foi picada por escorpião e desclassificada (Foto: Victoria Sideri / Arquivo Pessoal)
A estudante Victória Sideri, de 18 anos, picada por um escorpião e desclassificada da prova da Fuvest no domingo (29), disse ao G1 nesta segunda-feira (30) que a fiscal da instituição de ensino onde o exame acontecia garantiu a ela que terminaria a prova no Pronto Atendimento Padre Anchieta, em Campinas (SP), onde recebeu atendimento.
"Eu não pude ligar para a minha mãe, fazer meu cadastro, tudo porque eu faria a prova e não podia ter contato com ninguém. A fiscal ainda chegou a dizer que eu faria as cinco horas de prova independente do horário de início", conta Victória.
Eu não pude ligar para a minha mãe, fazer meu cadastro, tudo porque eu faria a prova e não podia ter contato com ninguém. A fiscal ainda chegou a dizer que eu faria as cinco horas de prova (...)"
Victória Sideri, estudante desclassificada da Fuvest
A monitora da Universidade Paulista (Unip), no bairro Swift, onde a estudante prestava para medicina, a acompanhou até a unidade de saúde e levou a prova lacrada, segundo a candidata.
"Fui para o hospital junto com a fiscal. Com ela estava a prova em um envelope lacrado. Fui medicada, fiquei em observação e quando achei que ia fazer a prova a fiscal foi embora e me disse que não poderia mais fazer o exame", conta Victória.
A Fuvest informou, nesta segunda, que vai analisar os relatórios de coordenadores e os relatos da estudante para, então, divulgar um novo posicionamento.
'Poupada' para fazer prova
"Eu não tomei soro para não precisar ficar deitada e conseguir mover os braços. Arrumaram uma cadeira para mim, a prova estava lá e, sem dar mais explicações, a fiscal foi embora", conta Victória.
A estudante disse que chegou no pronto atendimento às 13h45 e saiu às 17h. Somente após a alta ela foi autorizada a conversar com a mãe.
Jovem é picada por escorpião e é desclassificada da Fuvest (Foto: Victória Sideri/ Arquivo pessoal )Perna ainda estava inchada nesta segunda após
picada de escorpião (Foto:Victória Sideri/A. pessoal)
Suspeita de picada de marimbondo
Victória foi picada na madrugada de sábado (28) e acreditou que seria de marimbondo. O inchaço não chamou a atenção porque ela sabia que era alérgica a este inseto e já tinha sido atacada antes.
"Tomei antialérgico e fui dormir. Estava ansiosa para a prova no domingo e acreditei que ficaria tudo bem. No domingo de manhã, minha mãe viu que estava muito inchado o meu tornozelo, tentou me levar para o hospital, mas eu não queria perder a prova", afirma Victória.
'Fiscal me tranquilizou'
"Cheguei na Unip por volta das 12h, uma fiscal viu que minha perna estava bem inchada. Falei que era de marimbondo mas que estava doendo muito", diz. Victória contou que foi orientada por uma fiscal a ir para a enfermaria antes do horário de início da prova. A estudante conta que sentia muita dor.
"Fui até a enfermaria, passaram uma pomada e a enfermeira que estava lá identificou que a picada era de escorpião. [Eu] disse que não queria ficar sem fazer a prova, mas a fiscal me tranquilizou dizendo que eu poderia fazer no hospital", afirma Victória.
Era o meu sonho, a USP era o meu sonho. A forma que falaram de mim parece que eu abandonei esse sonho, mas não foi assim"
Victória Sideri, estudante desclassificada da Fuvest
Posição da Fuvest
A assessoria de imprensa da Fuvest chegou a informou no domingo que a candidata foi eliminada por ter abandonado o local antes do prazo estabelecido no edital do processo seletivo. E que o teste só poderia ter feito na unidade de saúde caso ela tivesse feito o pedido antecipadamente.
Nesta segunda-feira (30), após ser informada sobre os relatos da estudante, a assessoria informou que ainda não teve acesso aos relatórios do coordenador da instituição de ensino e do coordenador de Campinas.
O assunto só poderá ser esclarecido depois da leitura e avaliação dos relatos. Os dois coordenadores deverão explicar aos supervisores e à diretoria da Fuvest o que aconteceu com todos os detalhese um posicionamento final deve ser divulgado até esta terça (1º) pela manhã.
USP era sonho
A estudante prestava vestibular para concorrer a uma das vagas no curso de medicina. "Era o meu sonho, a USP era o meu sonho. A forma que falaram de mim parece que eu abandonei esse sonho, mas não foi assim", diz Victória.
A jovem prestou vestibulares de outras instituições. "Prestei Unicamp e Albert Einstein, que o resultado sai amanhã [terça]. Se eu passar em uma delas, pretendo começar o curso, mas ano que vem vou tentar Fuvest de novo", afirma a estudante.
Mesmo com o sonho e o pai dela sendo advogado, a aluna informou que não pretende buscar respostas ou nova chance de fazer a prova para não afetar a preparação para outros exames.
"Não adianta criar mais polêmica, eu ter uma segunda chance é zero. Tenho muitos vestibulares ainda e nesse momento preciso focar neles", afirma Victória.

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Dilma diz que não tem medo de eventual delação premiada de Delcídio

19:47 |

30/11/2015 16h52 - Atualizado em 30/11/2015 17h52



Ela disse ter ficado 'perplexa' com prisão e negou ter indicado de Cerveró.

Presidente concedeu entrevista em Paris, onde participa da COP-21.

Rafael GarciaDo G1, em Paris - o repórter viajou a convite do Instituto Clima e Sociedade

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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (30) que não tem medo de um eventual acordo de delação premiada a ser assinado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS), preso na última quarta-feira (25) por suspeita de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

Na semana passada, segundo informou o Blog do Camarotti, o Palácio do Planalto foi alertado sobre a possibilidade de Delcídio firmar este tipo de acordo, pelo qual ele deverá se comprometer a dar informações em troca da redução de pena em caso de punição. O senador era líder do governo no Senado, tinha trânsito no Palácio do Planalto e é próximo a lideranças do partido.
"Não tenho nenhum temor sobre a delação do senador Delcídio", disse Dilma em entrevista coletiva em Paris, onde participa da COP-21, a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas. "Fiquei perplexa [com a prisão] porque jamais esperei que isso pudesse acontecer com o senador", completou.
A presidente destacou que Delcídio foi escolhido líder do governo por ser uma pessoa "bem relacionada". "O senador Delcídio era de fato uma pessoa bastante bem relacionada no Senado e, aliás, nós o escolhemos porque ele tinha relações com todos os partidos, inclusive com os da oposição", disse. "Infelizmente, nenhum de nós é insubstituível. Ele foi substituído e as questões relativas ao Congresso vão se dar normalmente."

A prisão de Delcídio foi feita com base em uma conversa que teve o áudio gravado, na qual o senador oferece pagamento à família do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Em depoimento a procuradores da República em 19 de novembro, o filho do ex-diretor da estatal, Bernardo Cerveró, informou ter recebido a oferta de receber R$ 50 mil mensais.

Em depoimento à Polícia Federal na quinta-feira (26), após a prisão, Delcídio afirmou que havia sido consultado pela então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, sobre uma possível indicação de Cerveró para a área internacional da estatal. Ele também disse que Dilma já conhecia Cerveró, do período em que ela foi secretária de Minas e Energia no Rio Grande do Sul.

Nesta segunda, Dilma rebateu as informações dadas por Delcídio e negou que tenha feito a indicação de Cerveró. "Eu não indiquei o Nestor Cerveró para a diretoria da Petrobras", disse. "Eu acredito que o senador Delcídio se equivoca. Ele [Cerveró] não é da minha indicação, não é da minha relação, e isso é público e notório. Ele não foi – antes, nem durante, nem depois – da minha relação".
A presidente também disse ter insistido para a saída de Cerveró. "Todos os conselheiros que estavam comigo podem atestar que quando detectamos que ele [Cerveró] não tinha dado todos os elementos para nós [no relatório para a compra da refinaria de Pasadena], eu fui uma pessoa que insisti para ele sair."

André Esteves
A presidente também afirmou não ter relações com o banqueiro André Esteves, presidente do banco BTG Pactual, preso na mesma rodada de atividade da Lava Jato que culminou na detenção de Amaral. "No que se refere ao outro preso, que é o CEO do BTG, eu o conheci muito pouco", disse.  "Não tive, não tenho relações sistematicas com ele (...) Eu o conheci em fóruns. Por exemplo, lembro dele em Davos."
Segundo a presidente, a prisão de Esteves deve ter algum impacto na economia, mas não em projetos do governo. "Que eu saiba, ele não estava envolvido em projeto de infraestrutura", disse. "Mas acho que haverá impacto, sim. Sempre terá impacto a prisão de um CEO de um banco tão importante quanto o BTG", declarou.
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Janot pede ao STF autorização para investigar Delcídio, Renan e Jader

19:46 |

30/11/2015 17h52 - Atualizado em 30/11/2015 21h43



Em outro pedido, PGR solicita investigação de Renan, Jader e de deputado.

Procurador-geral aponta suspeitas de corrupção passiva e lavagem.

Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta segunda-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de mais dois inquéritos na Operação Lava Jato para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) – presidente do Senado – Delcídio do Amaral (PT-MS), e Jader Barbalho (PMDB-PA).
Em outro pedido, o chefe do Ministério Público quer investigar Renan, Jader e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE). Nas duas solicitações de abertura de inquérito, as suspeitas são de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Os senadores Renan Calheiros, Delcídio Amaral e Jader Barbalho podem vir a ser alvo de novo inquérito no STF (Foto: Montagem com imagens de Waldemir Barreto/Agência Senado, Moreira Mariz/Agência Senado e Jefferson Rudy/Agência Senado)Os senadores Renan Calheiros, Delcídio Amaral e Jader Barbalho podem vir a ser alvo de novo inquérito no STF (Foto: Montagem com imagens de Waldemir Barreto/Agência Senado, Moreira Mariz/Agência Senado e Jefferson Rudy/Agência Senado)
Os pedidos estão em segredo de Justiça e se baseiam em petições ocultas – procedimentos adotados no Supremo para manter em sigilo as delações premiadas.
A delação homologada em data próxima à do pedido de investigação é a do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, acusa de ser um dos lobistas do PMDB no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. O PMDB nega a acusação.
Se os dois inquéritos forem abertos, Renan será alvo de cinco inquéritos da Lava Jato. Delcídio do Amaral será investigado em duas apurações.
Jader Barbalho até então não figurava na lista de investigados da Operação Lava Jato. Se o Supremo autorizar a investigação, o total de investigados na Operação Lava Jato vai a 68 – 23 deputados, 14 senadores, 1 ministro de Estado e 1 ministro do Tribunal de Contas da União.
Atualmente, são 31 inquéritos abertos no Supremo e quatro pedidos de abertura de inquérito pendentes – os dois que chegaram nesta segunda-feira e mais dois contra o senador Fernando Collor de Mello, que chegaram há duas semanas.
Por meio de sua assessoria de imprensa, Renan Calheiros reiterou que suas relações com as empresas públicas "nunca ultrapassaram os limites institucionais" e que o senador "nunca autorizou, credenciou ou consentiu" que seu nome fosse utilizado por terceiros
A assessoria do presidente do Senado informou, ainda, que ele já prestou os esclarecimentos necessários, mas que está à disposição para novos informações, se for o caso.
A assessoria de imprensa de Delcídio do Amaram informou ao G1 que o advogado do senador precisará se inteirar do caso para divulgar um posicionamento.
Procurado pelo G1, o senador Jader Barbalho informou desconhecer a situação. "Estou tomando conhecimento por você. Não tenho nenhuma manifestação a fazer por desconhecer qualquer razão [para abertura de investigação]".
G1 tentou contato com a assessoria de Aníbal Gomes e com o advogado dele, mas até a última atualização desta reportagem ainda não havia obtido resposta.
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Toffoli diz que falta de verba para urna eletrônica em 2016 é 'retrocesso'

19:45 |

30/11/2015 23h49 - Atualizado em 01/12/2015 00h26



Contingenciamento impedirá o uso de R$ 1,7 bi do orçamento do Judiciário.

Em Manaus, presidente do TSE diz estar otimista para reverter situação.

Jamile AlvesDo G1 AM*

Em Manaus, presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, comentou sobre corte de orçamento do Judiciário (Foto: Rickardo Marques/G1 AM)Em Manaus, presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, comentou sobre corte de orçamento do Judiciário (Foto: Rickardo Marques/G1 AM)
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, classificou como "retrocesso" ainviabilização do uso de urnas eletrônicas nas eleições de 2016 devido ao contingenciamento de R$ 428.739.416 do orçamento da Justiça Eleitoral para 2016.

Mais cedo, uma portaria publicada no "Diário Oficial da União" informou que o contigenciamento determinado pelo Executivo no orçamento do Judiciário vai "inviabilizar" as eleições no ano que vem por meio eletrônico.

Durante uma solenidade no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), em Manaus, o ministro Dias Toffli informou que o corte de R$ 1,7 bilhão no orçamento do Judiciário comprometeu 80% da verba que seria utilizada para realização das eleições.
"É um passo atrás, é um retrocesso. [...] Nós não podemos nos furtar de realizar as eleições dentro de um contexto adequado e com os recursos necessários. [...] O que não poderíamos fazer era ficarmos omissos e deixar de dizer à nação que este contingenciamento pode vir a prejudicar a realização das eleições", disse ao G1.
Conforme o presidente, o maior impacto do bloqueio do dinheiro reservado à Justiça Eleitoral é comprometer o processo de aquisição de urnas eletrônicas que já está licitado. "Nós temos necessidade, com o passar do tempo, de adquirir novas urnas eletrônicas. Isto é um processo que está em andamento e com o contingenciamento nós não teremos condições de dar continuidade a este processo", contou.
O TSE afirmou, em nota, que é imprescindível contratar as urnas eletrônicas até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em R$ 200 milhões.
Toffoli afirmou que a Justiça Eleitoral já articula com o Congresso Nacional, junto ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, a disponibilização da quantia reservada ao Judiciário.
"Estamos envidando esforços, estamos trabalhando juntos ao Congresso Nacional, para que ele excepcione as verbas necessárias para a realização devida das eleições municipais do ano que vem. (...) Estamos esperançosos de que o Congresso Nacional e o Ministério do Planejamento reconheçam que esses valores são necessários para a realização das eleições, que têm data marcada pela constituição", afirmou.
Decreto federal
Nesta segunda-feira, o governo publicou no "Diário Oficial da União", o decreto com a descrição do Orçamento para 2015, que prevê corte de gastos em relação ao documento anterior, publicado em maio deste ano. O decreto também congela os gastos federais em dezembro.
À tarde, o governo divulgou uma nota à imprensa na qual confirmou o corte de R$ 10,7 bilhões no Orçamento da União para 2015.
Conforme a pasta, ficam preservadas todas as despesas obrigatórias, como salários de servidores, benefícios previdenciários e sociais e pagamentos do programa Bolsa-Família, além de “despesas com o mínimo da saúde e da educação, seguro-desemprego e abono salarial”.
De acordo com o Planejamento, o decreto contingencia R$ 11,2 bilhões de despesas discricionárias (não obrigatórias) do Orçamento do Executivo federal, “sendo R$ 0,5 bilhão de emendas impositivas e R$ 10,7 das demais programações”.
O maior corte diz respeito às despesas do Ministério das Cidades (R$ 1,6 bilhão), seguido pelo Ministério dos Transportes (R$ 1,4 bilhão) e Ministério da Integração Nacional (R$ 1,09 bilhão).
O bloqueio inclui gastos destinados a investimento, à manutenção do funcionamento dos órgãos do governo federal, pagamento de aluguel, água, luz, transporte, passagens e diárias.
A nota informa ainda que o “contingenciamento adicional foi tomado em função do cenário econômico adverso, que resultou em grande frustração de receitas, e da interpretação do Tribunal de Contas da União sobre a conduta a ser adotada enquanto o Congresso Nacional avalia a solicitação de revisão da meta encaminhada pelo Poder Executivo”.
Veja quanto cada tribunal ficará impedido de utilizar no orçamento com o contingenciamento:
-Supremo Tribunal Federal: R$ 53.220.494,00
Superior Tribunal de Justiça: R$ 73.286.271,00
- Justiça Federal: R$ 555.064.139,00
- Justiça Militar da União: R$ 14.873.546,00
- Justiça Eleitoral: R$ 428.739.416,00
- Justiça do Trabalho: R$ 423.393.109,00
- Justiça do DF e Territórios: R$ 63.020.117,00
- Conselho Nacional de Justiça: R$ 131.165.703,00
Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pelo TSE:
Nota à imprensa: contingenciamento comprometerá as Eleições Eletrônicas Municipais de 2016
A Portaria Conjunta nº 3/2015, publicada nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial da União e assinada pelos presidentes dos tribunais superiores, informa que o contingenciamento de recursos determinado pela União para cada área do Poder Judiciário, incluindo a Justiça Eleitoral, “inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico”.
Na semana passada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, já havia procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, para expor a preocupação diante da medida do Executivo.
O total que não será repassado para a Justiça Eleitoral soma exatos R$ 428.739.416,00 o que prejudicará a aquisição e manutenção de equipamentos necessários para a execução do pleito do próximo ano. Esse bloqueio no orçamento compromete severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
O impacto maior reflete no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em R$ 200.000.000,00.
A demora ou a não conclusão do procedimento licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral. As urnas que estão sendo licitadas tem prazo certo e improrrogável para que estejam em produção nos cartórios eleitorais.
Na espécie, não há dúvida que o interesse público envolvido há que prevalecer, ante a iminente ameaça de grave lesão à ordem, por comprometer as Eleições Eletrônicas Municipais de 2016.
A portaria dos tribunais superiores é assinada pelos presidentes do STF, ministro Ricardo Lewandowski, do TSE, ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Antonio José de Barros Levenhagen, do Superior Tribunal Militar (STM), William de Oliveira Barros, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Getúlio de Moraes Oliveira, e pela vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz.
O presidente do TSE registra e agradece o apoio do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, e informa que, juntos, irão envidar todos os esforços no Congresso Nacional para que as verbas devidas sejam autorizadas, a fim de se garantir a normalidade das eleições do ano que vem.
*Colaborou: Rickardo Marques do G1 AM
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