Guaianases e Itaquera se reencontram na grande decisão da Copa SP14

23:04 |

24/04/2015 16h10


Final da Série Ouro será neste sábado, no Estádio do Pacaembu

No dia 21 de fevereiro, às 8 horas, no CEU Jambeiro, Itaquera e Guaianases se enfrentaram na abertura da segunda edição da Copa SP14. Na ocasião, os dois times travavam o primeiro duelo de uma longa caminhada em busca do título. Agora o sentimento é outro. Depois de deixarem para trás outros 30 participantes, as equipes voltarão a se enfrentar, e o clássico da zona leste valerá o troféu de campeão da Série Ouro!
O duelo que definirá a melhor equipe do torneio está marcado para este sábado, às 10 horas. Palco de decisões históricas e local por onde passaram diversos nomes importantes do futebol, o Estádio do Pacaembu é o local escolhido para receber a decisão.
Vitorioso pelo placar de 1 a 0 na abertura da competição, Guaianases espera repetir o triunfo para subir ao lugar mais alto do pódio. Já para Itaquera, além da motivação de jogar uma final, o sentimento também é de revanche.
Os finalistas – Guaianases chega à decisão sem saber o que é perder na Copa SP14. Depois de vencer os três jogos do Grupo H e se classificar em primeiro lugar, a equipe encontrou muitas dificuldades na fase de mata-mata e passou pelas oitavas de final ao vencer Ermelino Matarazzo nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.
No jogo seguinte, o time não teve tantos problemas e garantiu vaga na semi ao bater Vila Maria/Vila Guilherme por 3 a 1. Para chegar à final, no entanto, mais um confronto difícil: depois de um empate sem gols contra Pirituba/Jaraguá, atual campeão do torneio, o time da zona leste novamente levou a melhor nos pênaltis. Clique aqui e saiba como foi a preparação da equipe.
Enquanto isso, Itaquera só perdeu justamente no confronto contra o rival. Depois da derrota foram duas vitórias na fase de grupos, mais dois triunfos na fase de mata-mata (Itaim Paulista e Santana/Tucuruvi, nas oitavas e nas quartas de final, respectivamente) e uma vitória nos pênaltis contra Lapa após empate por 1 a 1 na semifinal.
Além de as duas equipes estarem se reencontrando na final, o duelo tem ainda mais dramaticidade por ser um clássico da zona leste. Apesar de ser o segundo confronto entre eles na segunda edição da Copa SP14, o jogo entre as equipes já existe há pelo menos seis anos. Fora da competição organizada pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, as equipes que disputam e representam seus bairros no clássico são José Bonifácio e Botafogo de Guaianases.
Invictos em busca do 3º lugar – Para muitos, perder nos pênaltis não pode ser considerado uma derrota, já que a equipe não foi superado durante o tempo regulamentar. Se assim considerarmos, as equipes que lutam pelo terceiro lugar da Série Ouro ainda estão invictas.
Também no Pacaembu, às 9 horas, Pirituba/Jaraguá e Lapa medirão forças para ver quem sairá com o troféu de terceira melhor equipe do torneio. Os dois times terminaram a fase de grupos com sete pontos (duas vitórias e um empate) e perderam apenas uma partida, justamente na semifinal, na decisão por pênaltis.
O time da Lapa estreou na segunda fase goleando Perus por 6 a 1. A partir daí a dificuldade só aumentou. Depois de vencer Capela do Socorro por 2 a 1, o time ficou no empate em 1 a 1 com Itaquera, que levou a melhor e avançou.
Já o time de Pirituba, que entrou na competição em busca do bicampeonato, teve um grande desafio logo nas oitavas de final, só conseguindo passar do Pinheiros com uma vitória nos pênaltis. Na sequência, o time da zona oeste aplicou 2 a 1 na Vila Mariana. Já na semi, no duelo entre equipes que precisaram da disputa de pênaltis nas oitavas, Guaianases levou a melhor e despachou o atual campeão.
Decisão da Série Ouro da Copa SP14
Final
Guaianases x Itaquera – 10 horas
Disputa pelo 3º lugar
Pirituba/Jaraguá x Lapa – 9 horas
Local: Estádio do Pacaembu
Endereço: Praça Charles Miller, s/nº
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Kauan, o atleta com olhos de gavião

23:03 |

24/04/2015 17h37


Conheça o zagueiro que vem se destacando no time da zona leste



Ele tem porte de modelo: 1,65; 51kg e apenas 14 anos. Seu nome é Kauan Brasilino Sena Cardoso, eleito o melhor jogador da Seleção de Itaquera. O atleta também é chamado de “Churros” pelos amigos: “Toda vez que passava o carro de churros, ele comprava uns dois, três. Aí o apelido pegou”, revela o companheiro de equipe Mikael Victor.
Kauan é inteligente, esperto, veloz. Sempre antecipa a jogada, surpreende o adversário. 
O significado de seu nome é literalmente uma descrição do jogador: Gavião. Ele é forte, ágil e tem um excelente poder de visão.
Atuando como zagueiro na seleção de Itaquera, o jovem surpreende e afirma: “Também posso ser volante e atacante”. Ele tem o sonho de jogar em dois times bem específicos, Corinthians e Real Madrid, apesar de seus ídolos estarem no Paris Saint-Germain, os defensores Thiago Silva e David Luiz: “Eles são os melhores zagueiros do mundo! Se comunicam, dão bronca quando erram. Eles falam com o time todo. E quando é pra jogar, jogam com vontade”, explica Kauan.
 
Para os amigos do time, o garoto é exemplo: “Ele sabe jogar muito e é um bom amigo pra todas as horas”, diz Jhonata Santos. “O Kauan é hulmide , divertido, extrovertido, inteligente . Ele acaba mostrando em campo que é diferente. Em todos os jogos ele dá o máximo, se dedica, se esforça na medida do possível. Ele tem tudo pra ser um ótimo jogador”, acrescenta Mikael Victor. “Ele é um amigão pra mim, o melhor jogador da seleção de Itaquera e o melhor zagueiro da Copa SP14. O Kauan é muito diferenciado de todos, ele joga muito. Com o tempo, se Deus quiser, ele vai se o melhor zagueiro do mundo”, completa Pedro Malva.
Para a mãe, Elida, o rapaz é um esportista nato: “Não vejo ele fora dos esportes, já ganhou uma medalha com o atletismo”. E ainda se derrete: “Ele é um ótimo filho, tranquilo, obediente, brincalhão, carinhoso, dedicado,compressivo. É muito estudioso, um menino cristão, muito amado pelos seu amigos."
O futebol sempre esteve na vida do garoto. Mas dominou por completo mesmo aos oito anos, Élida explica: “Acredito que já estava na veia dele, pois o pai sempre gostou muito de futebol”. Nas horas vagas, Kauan revela que gosta de jogar, andar de bicicleta e brincar de pique-esconde. Na escola, sua matéria predileta não poderia ser outra: Educação Física. Ele ainda confirma, se não fosse jogador, continuaria na área: “Eu seria atleta mesmo, sou bom em corrida”.
 
FICHA TÉCNICA
Nome: Kauan Brasilino sena Cardoso
Nascimento: 02/02/2001
Mãe: Élida, Execultiva de Vendas
Pai: Flávio Antônio, Representante Comercial
Irmãos: Kauisy e Kamilly
Sonho: Ser jogador de futebol
Inspiração: Thiago Silva e David Luiz
Time: Corinthians
Ídolo: Jesus Cristo
Posição em que joga: Zagueiro ,volante e atacante
Escola: 9º ano /8ª série
Se não fosse jogador, seria.. “Atleta mesmo. Eu sou bom em corrida”.


Texto e Fotos: 
Stephanie Frasson – sbffranco@prefeitura.sp.gov.br
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75 anos de festa

23:02 |

24/04/2015 18h36


Estádio do Pacaembu recebe atividades especiais para comemorar seu aniversário

O próximo sábado (25) será um dia de festa no Complexo Esportivo Paulo Machado de Carvalho, o querido Pacaembu. Além da grande final na Copa SP 14, acontecerão diversas atividades para comemorar os 75 anos do ícone futebolístico da cidade paulistana.
Para que todos os munícipes aproveitem o cronograma especial, e façam parte da festa do majestoso, as portas do espaço estarão abertas gratuitamente.

Reposicionamento do Busto- Paulo Machado de Carvalho
O “Marechal da Vitória”, Paulo Machado de Carvalho, foi responsável pela delegação brasileira das Copas de 1958 e 1962, tendo grande peso pelas vitórias. Por isso, o Estádio do Pacaembu recebe seu nome. O ex-empresário e ex-advogado, formado na Faculdade de Direito da USP, terá seu busto reposicionado. O local escolhido será o jardim do gramado e a cerimônia em homenagem acontece a partir das 8h45.
“Mãe, tô no ‘Paca’!”- Final da Copa SP 14
Pisar no gramado que se assemelha a um tapete é um sonho. Algo que os meninos de 12 a 14 anos poderão concretizar na final da Copa SP. Dois jogos serão realizados: no primeiro, às 9hs, Lapa e Pirituba vão decidir o terceiro lugar. As 10hs será a vez da Zona Leste entrar em campo: Guaianases e Itaquera irão decidir o título da Copa SP14.

Dia do Goleiro
Responsável por evitar que a bola ultrapasse a linha da rede e presente em todos os grandes momentos do estádio do Pacaembu, os goleiros ganharão uma homenagem especial. No “Dia do Goleiro”, o estádio Paulo Machado de Carvalho receberá grandes nomes do nosso futebol que realizaram essa função, ou apenas protagonizaram ao lado dessas peças fundamentais. 
Entre os convidados estão o ex-goleiro da Sociedade Esportiva Palmeiras, o Marcos, o ex-goleiro do Sport Clube Corinthians Paulista, o Ronaldo e o Zetti que atuava pelo São Paulo Futebol Clube. Outros jogadores, como Denílson, Basílio, Raí, Caio Ribeiro e Neto também estão na agenda de participantes. A solenidade acontece às 14h.

Festival de Futsal- Intercentros
As unidades dos Centros Esportivos de Pirituba, Pacaembu, Aclimação e Vila Guarani se enfrentarão no Festival de Futsal que acontecerá das 14h às 18h, no ginásio do local.
Festival de TaeKwonDo- Intercentros
Das 9h às 11h acontece o festival envolvendo os alunos da modalidade TaeKwonDo, dos Centros Esportivos da SEME, tendo como responsabilidade da Federação Paulista.
Torneio Interno de Tênis
Categorias de 6 a 10 anos e de 11 a 16 realizarão no complexo esportivo do Pacaembu as finais do Torneio Interno de Tênis. O intervalo de tempo em que acontecerão as partidas será das 9h às 11h.
Museu e Estádio
Em uma parceria inédita e que integra as comemorações dos 75 anos, o Museu do Futebol, que funciona sob as arquibancadas do Pacaembu, levará grupos de visitantes para conhecer os bastidores do estádio. O público poderá visitar os vestiários que foram frequentados pelos maiores jogadores da nossa história, as cabines de rádio, o túnel que leva até o gramado, as outras instalações esportivas e também o salão nobre. Serão grupos de até 80 pessoas, previamente agendados pela equipe do Museu do Futebol.
Gols, saltos e notas musicais
Com o aniversário oficial comemorado em 27 de abril, o Complexo Esportivo do Pacaembu guarda histórias relacionadas a partidas de futebol, shows musicais e outras modalidades esportivas. Confira 75 momentos marcantes do Pacaembu neste link
Texto:
Ludmilla Florencio - ljflorencio@prefeitura.sp.gov.br

Foto: Caio Pimenta/ SPTurisEstádio do Pacaembu recebe atividades especiais para comemorar seu aniversário

O próximo sábado (25) será um dia de festa no Complexo Esportivo Paulo Machado de Carvalho, o querido Pacaembu. Além da grande final na Copa SP 14, acontecerão diversas atividades para comemorar os 75 anos do ícone futebolístico da cidade paulistana.
Para que todos os munícipes aproveitem o cronograma especial, e façam parte da festa do majestoso, as portas do espaço estarão abertas gratuitamente.

Reposicionamento do Busto- Paulo Machado de Carvalho
O “Marechal da Vitória”, Paulo Machado de Carvalho, foi responsável pela delegação brasileira das Copas de 1958 e 1962, tendo grande peso pelas vitórias. Por isso, o Estádio do Pacaembu recebe seu nome. O ex-empresário e ex-advogado, formado na Faculdade de Direito da USP, terá seu busto reposicionado. O local escolhido será o jardim do gramado e a cerimônia em homenagem acontece a partir das 8h45.
“Mãe, tô no ‘Paca’!”- Final da Copa SP 14
Pisar no gramado que se assemelha a um tapete é um sonho. Algo que os meninos de 12 a 14 anos poderão concretizar na final da Copa SP. Dois jogos serão realizados: no primeiro, às 9hs, Lapa e Pirituba vão decidir o terceiro lugar. As 10hs será a vez da Zona Leste entrar em campo: Guaianases e Itaquera irão decidir o título da Copa SP14.

Dia do Goleiro
Responsável por evitar que a bola ultrapasse a linha da rede e presente em todos os grandes momentos do estádio do Pacaembu, os goleiros ganharão uma homenagem especial. No “Dia do Goleiro”, o estádio Paulo Machado de Carvalho receberá grandes nomes do nosso futebol que realizaram essa função, ou apenas protagonizaram ao lado dessas peças fundamentais. 
Entre os convidados estão o ex-goleiro da Sociedade Esportiva Palmeiras, o Marcos, o ex-goleiro do Sport Clube Corinthians Paulista, o Ronaldo e o Zetti que atuava pelo São Paulo Futebol Clube. Outros jogadores, como Denílson, Basílio, Raí, Caio Ribeiro e Neto também estão na agenda de participantes. A solenidade acontece às 14h.

Festival de Futsal- Intercentros
As unidades dos Centros Esportivos de Pirituba, Pacaembu, Aclimação e Vila Guarani se enfrentarão no Festival de Futsal que acontecerá das 14h às 18h, no ginásio do local.
Festival de TaeKwonDo- Intercentros
Das 9h às 11h acontece o festival envolvendo os alunos da modalidade TaeKwonDo, dos Centros Esportivos da SEME, tendo como responsabilidade da Federação Paulista.
Torneio Interno de Tênis
Categorias de 6 a 10 anos e de 11 a 16 realizarão no complexo esportivo do Pacaembu as finais do Torneio Interno de Tênis. O intervalo de tempo em que acontecerão as partidas será das 9h às 11h.
Museu e Estádio
Em uma parceria inédita e que integra as comemorações dos 75 anos, o Museu do Futebol, que funciona sob as arquibancadas do Pacaembu, levará grupos de visitantes para conhecer os bastidores do estádio. O público poderá visitar os vestiários que foram frequentados pelos maiores jogadores da nossa história, as cabines de rádio, o túnel que leva até o gramado, as outras instalações esportivas e também o salão nobre. Serão grupos de até 80 pessoas, previamente agendados pela equipe do Museu do Futebol.
Gols, saltos e notas musicais
Com o aniversário oficial comemorado em 27 de abril, o Complexo Esportivo do Pacaembu guarda histórias relacionadas a partidas de futebol, shows musicais e outras modalidades esportivas. Confira 75 momentos marcantes do Pacaembu neste link
Texto:
Ludmilla Florencio - ljflorencio@prefeitura.sp.gov.br
Foto: Caio Pimenta/ SPTuris
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Contagem regressiva

23:00 |

24/04/2015 20h09


Saiba mais detalhes sobre a preparação e o clima pré-final da Copa SP14 em Guaianases

A 30 quilômetros do estádio do Pacaembu, os treinos para a grande final da Copa SP14 vão muito bem, diga-se de passagem. Há quase um mês, 23 garotos da Seleção de Guaianases estão se preparando para o clássico do Extremo Leste, com direito a amistosos contra times Sub 15, rachões noturnos e testes em campo de gramado natural na Grande São Paulo. A maratona será finalizada amanhã (25), com a partida contra a seleção de Itaquera, a partir das 10h, no estádio do Pacaembu.
CEU Jambeiro. Mais do que um cartão postal do extremo leste, o Centro Educacional Unificado também abriga o campo do Botafogo de Guaianases, uma das principais equipes da região. O espaço sediou ainda os treinos e os dois amistosos da Seleção para a reta final da Copa SP14. No primeiro teste, a equipe ganhou do SE Paulistinha por 2 a 0. Na segunda partida, Guaianases empatou com o Sub 15 da AD Continental Leste em 0 a 0. O treino em gramado natural aconteceu no campo Treze de Maio, em Suzano, na última quarta-feira (22). O último encontro do time antes da final aconteceu na manhã desta sexta-feira (24).
As preleções em Guaianases são feitas por quatro professores. Com o trabalho em equipe em primeiro lugar, Alef, Márcio, Rodolfo e Sérgio realizam recomendações técnicas e táticas aos atletas. Preocupação com a condição física dos garotos e lembretes importantes, como a importância e a obrigatoriedade do uso da caneleira, por exemplo. Para facilitar a comunicação entre o grupo, foi criado um grupo na rede social Whatsapp. Lá relembra-se a agenda de treinamentos e compartilha-se fotos e lembretes da preparação para a final. No grupo, também sobra espaço para brincadeiras relacionadas aos três principais times de futebol da capital paulista, além de momentos de descontração e amizade. O atual nome do grupo é “Fooco Guaianazes”. Nada mais adequado para a véspera de uma final no Pacaembu.
O lateral-direito Deivid não consegue esconder a ansiedade. “O troféu é lindo! As medalhas também…”, comenta o jogador. No dia do treino em Suzano, o garoto estranhou o tamanho do campo, mas logo se adaptou. A final da Copa SP14 ficará marcada como a primeira vez em que Deivid vai ao Pacaembu. Se Guaianases ganhar a final, a festa na família será em dose dupla: Robson, primo de Deivid, também atua pela Seleção.
Conversas de arquibancada
Quando uma seleção de futebol se destaca, a torcida marca presença em todos os treinamentos. É o que acontece em Guaianases. No banco revestido de arquibancada, os olhares atentos voltam-se ao aquecimento e ao rachão no campo do CEU Jambeiro. Histórias não faltam em meio à concentrada torcida.
O Morro do Jardim Morena completa a paisagem do campo do Botafogo de Guaianases
“Detesto bola. Não quero ver você jogando bola. Campo não presta”. É difícil associar essa frase com uma pessoa que está acompanhando um treino de futebol em uma noite de terça-feira. Mas a opinião negativa sobre esse esporte já fez parte da vida da dona de casa Maria Nunes. Durante três anos, ela repetia essas palavras o tempo inteiro para o filho, João Gabriel Nunes. A perseguição com o futebol não parava por aí: “Quando chegou a Copa (do Mundo), eu queria que o Brasil perdesse mesmo. Quando passava jogo na televisão, eu desligava e não deixava ninguém assistir”, relembra.
Depois do divórcio, a opinião de Maria a respeito do esporte mais popular do Brasil começou a mudar. Sem ter ninguém para acompanhar os treinos de João Gabriel, Maria assumiu essa missão. “Aí foi crescendo a vontade de acompanhá-lo e eu comecei a gostar de jogo”. Hoje em dia, a dona de casa não vive sem futebol. Ela não perde nenhum treino. “Onde ele vai, eu vou. Pode ser de manhã, à tarde, à noite”, relata.
Um enxoval composto por berço, fraldas, roupinhas e uma bola de futebol dente-de-leite. Foi assim que o comerciante Edman de Jesus se preparou para o nascimento de Lucas Caetano de Jesus. Nenhuma surpresa para o país do futebol. “Esperei ele completar cinco anos e coloquei-o na escola Meninos da Vila”, conta Edman. A partir daí, Lucas se apaixonou pelo esporte. “Estou aqui distraindo a cabeça e observando-o aqui. Quando ele não está aqui, está na escola. Às vezes eu falo pra ele, brincando mesmo: ‘vamos sair da escolinha?’. Ele fala: ‘não. Vou até sozinho’. É a paixão, é o sonho dele”, relata o comerciante.
Raul Santos de Oliveira não colocou uma bola no berço de Gabriel Oliveira quando o menino nasceu. Por outro lado, o torneiro mecânico foi o primeiro técnico do lateral-direito reserva de Guaianases: “Quando eu tinha folga, nós íamos para as quadras para jogar (...) Aí o treinador gostou dele, colocou-o para jogar. O pessoal aqui gostou dele, foi selecionado. (...) Ele é muito esforçado, muito esperto. Sempre estou perto dele, acompanhando…”.
Dream Team da Zona Leste
Para Raul Santos Oliveira, o jogo mais emocionante de Guaianases foi o da semifinal contra Pirituba/ Jaraguá: “Estamos aí, vamos para a final e tenho certeza de que nós seremos campeões! Essa é a minha tese: pra mim, essa é uma das melhores seleções que já rodou aqui em Guaianases.”
Para montar a seleção dos sonhos, foram necessários dois meses de peneiras, 250 inscritos e quatro membros da comissão técnica. O elenco conta com atletas do Botafogo de Guaianases, Paulistinha de Robru, A.D.Continental Leste, Codó e Guarulhos. O Botafogo foi o time que cedeu mais jogadores para a Seleção: 10 atletas. Fora da Copa SP14, essas associações também se enfrentam em competições municipais e estaduais, como é o caso da Taça Cidade de São Paulo de Futebol Masculino.
O “Dream Team” de Guaianases também trouxe grandes alegrias para Carmem Rejane da Silva Melo. A mãe do goleiro Breno contrariou até recomendações médicas para comemorar a vitória nos pênaltis na semifinal: “Eu tava com a perna cortada, levei nove pontos e, quando eu vi, quando eles ganharam, eu já estava pulando. Meu esposo falou: ‘mas você está com a perna machucada!’. Eu falei: ‘não importa! Não estou sentindo dor’. Foi muito emocionante”, relembra.
Rejane conta ainda que Breno se apaixonou pela função de goleiro com o tempo: “Ele treinou, treinou, treinou. Uma hora ele chegou em casa e falou: ‘mãe, faz uma roupa de goleiro pra mim porque eu sou goleiro.’ Fiz a roupa pra ele, que, inclusive, está guardada em casa, pois não serve mais”, afirma.
O gerente Marcos Souza também “bota” fé no time dos sonhos de Guaianases: “A gente sempre tem esperança. O time é bom. Estamos sempre acompanhando os treinos e jogos. Venho torcendo bastante”, aponta o pai do zagueiro Lucas Menczigar. A torcida da Seleção virou uma família: já houve até café da manhã comunitário no CEU Jambeiro.
O Pacaembu vai ficar pequeno para tanta emoção: a promessa é de que cerca de 2 mil pessoas saiam de Guaianases para acompanhar a grande final no Paulo Machado de Carvalho. Cada jogador vai entrar com um “mascotinho” no gramado, nome dado para as crianças que entram em campo com os atletas de futebol em jogos profissionais. A cada minuto que passa, a ansiedade aumenta entre os jogadores, famílias e comissão técnica: “Mãe de jogador sofre”, sintetiza Rejane.
O perigo mora ao lado
Enquanto isso, no bairro vizinho, a Seleção de Itaquera continua com sua boa campanha rumo ao título. Depois de cinco amistosos preparatórios, com três vitórias e dois empates, o time promete dar trabalho à Seleção de Guaianases.

Apesar da boa fase da equipe, para o técnico Gilberto Roque ainda não há motivos para comemorar: “Em todos os amistosos minha nota é 6. Quero dar o 10 só na final”. Assim como em Guaianases, as cinco equipes que a Seleção de Itaquera enfrentou eram da categoria sub15, uma exigência de Gilberto, para fazer um preparo intenso com o time.
Em seu primeiro amistoso, os meninos enfrentaram o Líder Pool, vencendo por 2 a 1. Na segunda partida, contra o ACIC Corinthians, a vitória por de 3 a 0. Já no terceiro jogo, o primeiro empate da equipe, 4 a 4. Contra o São Bernardo, em seu quarto amistoso, venceram por 2 a 1. No quinto e último, contra os meninos de Poá, novamente um empate, em 2 a 2.

Para o lateral direito Lucas Nascimento, os amistosos fizeram toda a diferença: “Os jogos foram muito bons, para nos prepararmos melhor”. Gilberto completa: “Tivemos adversidades, chuva, campo molhado, irregular. Mas os meninos se saíram bem, conseguiram sobressair, estão progredindo”. Já o padrinho do time, o coordenador do CE José Bonifácio, Márcio Issa, fala com orgulho de seus pupilos: “Nosso objetivo é dar apoio incondicional a eles, tirar os meninos da rua e trazer para o esporte”.
Texto:
Cobertura de Guaianases:
Juliana Salles - jsalles@prefeitura.sp.gov.br
Cobertura de Itaquera:
Stephanie Frasson - sbffranco@prefeitura.sp.gov.br
Fotos: Arquivo SEME
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Jovens valores sonham com o estrelato

22:59 |

24/04/2015 20h33


Dois “craques” da Lapa lutam por dias melhores

A Copa SP 14 – Série Ouro está chegando ao fim, mas dois atletas sonham com dias melhores no futebol. Rodrigo e Maurício disputam o terceiro lugar pela equipe da Lapa contra o time de Pirituba neste sábado, no estádio do Pacaembu.
Maurício Gonçalves, 13 anos, lateral direito, é o capitão do time. Segundo Noé, técnico da molecada, o garoto, embora tenha estatura baixa, joga com desenvoltura. “Meu lateral apoia bem, marca com eficiência e tem uma qualidade técnica apurada”, afirmou Noé. O comandante da Lapa trabalha com futebol desde 1993, jogou no Nacional da capital, XV de Jaú e teve uma passagem importante pelo CD Flambanco do Equador. “Uso a minha experiência para orientar os meninos e tenho certeza que vamos buscar a terceira colocação”, completou Noé que treinou várias escolinhas no Japão.
Outro destaque da Lapa chama-se Henrique Kostechi. Tem 14 anos, joga na meia direita e já marcou dois gols na Copa. Já teve passagens pelo Palmeiras e Taboão da Serra e foi destaque na Copa Internacional de Futebol na cidade de Leme, em SP.
Segundo Alessandro Oliveira, conhecido como Ale Oliveira e Coordenador técnico da equipe, “O garoto finaliza bem, tem bom passe, treina todos os dias e, ainda chuta com as duas pernas. Ele me disse que se inspira no Kaká, ex-jogador do São Paulo e Seleção Brasileira, que ainda joga no Orlando City, nos Estados Unidos. Ambos esperam vencer no futebol”, concluiu.
Nome: Henrique Kostechi Marques Andrade 
Nascimento: 20/4/2001
Mãe: Luciana Lila Alves Kostechi
Pai: Marcelo Marques Andrade 
Irmãos.. cinco
Sonho: ser jogador de futebol
Inspiração: Kaká
Time: Palmeiras
Ídolo: Kaká
Posição: Meia direita
Escola: ..8º ano
Se não fosse jogador, seria: modelo fotográfico
Nome: Maurício Gonçalves Pinheiro 
Nascimento: 15/6/2002
Mãe: Maria de Fátima Gonçalves Pinheiro 
Pai: José Euclides Barreto Pinheiro 
Irmãos: Marcelo Gonçalves Pinheiro (gêmeo) 
Sonho: jogar num grande clube e ser exemplo 
Inspiração: ...família 
Time: Santos
Ídolo: Daniel
Posição: Lateral direito
Texto:
Ricardo Monzillo - rmonzillo@prefeitura.sp.gov.br
Fotos: Divulgação

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No topo

22:58 |

25/04/2015 01h12


Habilidoso e decisivo, Ruan Tomás foi autor do gol da vitória sobre Itaquera na primeira fase da Copa SP14

Melhor jogador de Guaianases na Copa SP14. Forte candidato ao título de craque da competição em 2015. Esse é o resumo da trajetória de Ruan Tomás na segunda edição da copa entre as Subprefeituras de São Paulo. O título individual e coletivo pode chegar neste sábado (25), na final contra a Seleção de Itaquera, no estádio do Pacaembu.
Na primeira vez em que Ruan viu a tabela de melhor jogador da Copa SP14, o susto misturou-se com a emoção: “Eu vibrei bastante e meu pai mais ainda”, relembra o atleta. Adenilson Tomás é um dos grandes admiradores da carreira de Ruan: “O desempenho dele tem sido bom e, em algumas partidas, ótimo. Mas sei e conheço o potencial dele. Ele pode render mais”, avalia o pai.
O olhar crítico dá lugar ao orgulho na hora de relembrar a trajetória de Ruan até o Pacaembu. A base do atleta vem do futsal: aos cinco anos, o garoto começou a jogar no Elite Itaquerense. O meia disputou dois campeonatos metropolitanos, nas categorias mamadeira e chupetinha. Dois anos depois, Ruan iniciou sua carreira no futebol de campo, já pelo Botafogo de Guaianases. Nos sete anos de gramados, Ruan passou por várias equipes de futebol amador. Ele também atuou recentemente pela Ponte Preta. O jogador fez avaliações em times como São Paulo, Portuguesa, Cruzeiro e Santos.
Ruan não conseguiu ir ao penúltimo treino da Seleção no CEU Jambeiro. A justificativa é motivo de orgulho: o atleta está em fase de preparação para o Campeonato Paulista pelo Clube Atlético Diadema. Detalhe: o meia disputará a competição estadual em uma categoria acima dele, a Sub 15.
“Ele chuta muito forte e é um jogador muito disciplinado. O Ruan é muito técnico e movimenta-se muito dentro de campo. Ele é diferenciado”, observa o técnico Sérgio Roberto da Silva, que comanda o Botafogo de Guaianases. Sérgio compara as características de Ruan com o estilo de jogo de Danilo, meia do Corinthians.
Humildade é um dos sobrenomes de Ruan. Entre tantos gols e destaques, o meia esquerda guarda duas lembranças como especiais: “o primeiro jogo contra Itaquera na primeira rodada, quando eu fiz o gol da vitória de pênalti. Depois, contra Ermelino Matarazzo: na disputa de pênaltis eu fiz o último e concretizei a vitória”, enumera. Não é a primeira vez em que Ruan disputa a Copa SP14. No ano passado, o desafio era ser o caçula da equipe.
Histórias sobre a rivalidade entre Itaquera e Guaianases povoam o extremo leste paulistano, mas Ruan explica o que acontece na prática: “Não tem rivalidade. Somos todos amigos, tem jogadores lá que já jogaram conosco aqui e assim sucessivamente”, pondera. Quando o assunto é amizade, Ruan faz questão de ressaltar que todos os jogadores da Seleção de Guaianases são seus amigos: “o futebol proporciona isso”, esclarece. O jogador também destaca a união e a amizade como as maiores qualidades do “Dream Team” da zona leste.
O coração de Ruan é literalmente alvinegro. Além de ter começado a carreira no campo pelo Botafogo, o meia esquerda também é corintiano. Apesar de armar as jogadas em campo, na hora de assistir aos jogos de futebol, a admiração do garoto vai para o setor defensivo: “as defesas do Cássio são sensacionais”, comenta. Para o craque de Guaianases, o momento mais marcante na história do Timão foi a conquista do Mundial, em 2012. Nas horas vagas, Ruan também gosta de ouvir música. Os gêneros favoritos são black music pop. A canção predileta do meia esquerda é “Make me better”, do rapper Ne-Yo.
Na escola, o desempenho também não deixa a desejar. Sem surpresas: a matéria preferida de Ruan é Educação Física. No Facebook, o professor  Clauber Martins só tem elogios para o atleta. Ruan retribui: “o professor da minha escola é um parceiro”, comenta. O garoto estuda em colégio particular porque conseguiu uma bolsa de estudos para jogar futebol pela escola.
Assim como os demais jogadores de Guaianases - e de Itaquera, Lapa e Pirituba/ Jaraguá - Ruan está ansioso para atuar no Pacaembu. Mas o sentimento que predomina na mente do meia é a confiança no título da Copa SP14. Para a concretização desse objetivo, falta vencer o desafio de pouco mais de 50 minutos. Desde o final de março, o craque de Guaianases deixa o recado no Facebook: “o medo de perder tira a vontade de vencer”.
Em breve, confira os perfis dos outros destaques de Guaianases na Copa SP14.
Ficha técnica:
Nome: Ruan Tomás do Amaral
Data de nascimento: 20/09/2001
Mãe: Lucinea Aparecida dos Santos Amaral, pedagoga
Pai: Adenilson Tomás do Amaral, autônomo
Irmãos: Iago Tomás (23 anos), Allef Tomás (17 anos)
Maior sonho: Ser jogador de futebol
Inspiração: “Buscar, lutar, vencer”
Time: Corinthians
Ídolo: Jesus Cristo e Danilo (futebol; jogador do Corinthians)
Escola: Colégio Oliveira Teles, 9º ano/ 8ª série
Se não fosse jogador, seria: Professor de Educação Física
Texto:
Foto 1: Arquivo pessoal/ Ruan Tomás
Foto 2: Stephanie Frasson - sbffranco@prefeitura.sp.gov.br
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Pirituba/Jaraguá goleou a Lapa e conquistou o 3º lugar na Copa SP 14

22:57 |

27/04/2015 10h05


Equipe vencedora faz um segundo tempo perfeito e, de virada, conquistou o bronze

Palco de grandes decisões do futebol brasileiro, o estádio do Pacaembu, que completa nesta segunda-feira 75 anos, recebeu no último sábado a decisão da Copa SP 14. No primeiro jogo, valendo o terceiro lugar da Série Ouro, a Subprefeitura Pirituba/Jaraguá venceu a disputa.
O jogo começou bem disputado e quem chegou bem perto de abrir o placar foi a equipe da Lapa, quando aos 23’, o jogador Yago de Jesus arriscou de fora da área e o goleiro de Pirituba quase sofreu um frango daqueles de entrar na memória, após o chute do centroavante. Mas aos 25’, Gabriel Demétriu cobrou escanteio e a bola passou por toda a defesa de Pirituba/Jaraguá e encontrou Yago de Jesus, que mandou a bola para as redes e fez um a zero Lapa.
No segundo tempo, quem teve a primeira chance de gol foi o time da Lapa, mais uma vez com Yago de Jesus, que aproveitou cruzamento da esquerda e de cabeça a bola acertou a trave e foi para fora. A resposta de Pirituba/Jaraguá veio logo na seqüência com Matheus Nascimento, que invadiu a área e chutou com perigo ao gol.
O empate aconteceu aos 8’ com o gol de Davi Oliveira, que aproveitou cruzamento da direita e a bola sobrou na área para o jogador empatar o jogo. A virada veio aos 13’, após mais uma bobeada da defesa da Lapa, a bola sobrou para Pedro Ferreira colocar o time de Pirituba/Jaraguá na frente do placar.
Buscando o empate, a equipe da Lapa não tinha outra alternativa senão sair para o ataque e, aos 22’ levou o terceiro gol – e foi um golaço. Pedro Ferreira na entrada da área vê o goleiro adiantado e toca por cobertura na saída do goleiro. O gol abalou a equipe da Lapa que ainda tomou o quarto gol aos 23’, com Marcos Vinícius, que aproveitou o cruzamento de Lorhan Rocha e fechou o placar, garantindo o terceiro lugar na competição. Placar final, Lapa um, Pirituba/Jaraguá 4.
Pedro Ferreira, artilheiro do jogo e torcedor do Santos, é pura felicidade. Afinal de contas ele saiu do banco de reservas e entrou no time para marcar dois gols e garantir a vitória de Pirituba/Jaraguá. “Hoje realizei um sonho, que era poder jogar no estádio do Pacaembu, como Robinho e Neymar”, finalizou o artilheiro Pedro Ferreira.
LAPA: Gabriel Demétrio, Jhonas Duarte, Henrique Andrade, Lucas Silva, Maurício Pinheiro, Marcos Lima, Gabriel Mioto, Everton Almeida, Yago de Jesus, Eduardo Souza e Gabriel Santos. Suplentes: Bruno Silva, Victor Nascimento e Lucas Araujo. 
Técnico: Samuel Cupertino
PIRITUBA/JARAGUÁ: Marcus Vinícius, Maurício Prado, Davi Oliveira, Carlos Eduardo Meira, Matheus Nascimento, Otávio Bastos, Lucas Bacelar,Guilherme Almeida, Thiago Pereira e Jhonatan Barros. 
Suplentes: Pedro Ferreira, Felipe Evangelista, Abner Silva, João Pedro Santos, Marcelo Silva, Lorhan Rocha e Thiago Souza. Técnico: Agenor Silva (Dinda).
Arbitragem: Adelaide Macedo.
Assistentes: Regildenia de Holanda Moura e Adriana de Almeida Silva.
Texto:
Carlinhos Araujo - acaraujo@prefeitura.sp.gov.br
Foto:
Francisco Pinheiro – fbpinheiro@prefeitura.sp.gov.br
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Seis Centros Esportivos têm programações especiais para o dia das mães

22:55 |

28/04/2015 15h18


Confira as atividades programadas para o dia 9 de maio

A Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação preparou programações especiais para o Dia das Mães. No dia 9 de maio, a partir das 8 horas, seis Centros Esportivos da cidade de São Paulo receberão o projeto “Super Mãe Esportista”, que tem diversas atividades para agradar todos os gostos.
Estão programadas aulas abertas de lutas, apresentações de dança, circuito de ginástica, pilates, teatro e diversas outras opções de atividades físicas, como caminhada, vôlei, tênis, etc.
O Super Mãe Esportista será realizado nos Centros Esportivos Brasilândia, Vila Manchester, Juscelino Kubistchek, Santo Amaro, Barra Funda e Taipas. Em geral, a programação começa no período da manhã e vai até o início da tarde.
Confira a programação de cada Centro Esportivo:
Texto: Lucas Mariano - lucasmariano@prefeitura.sp.gov.br
Foto: Divulgação
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O palco de grandes histórias

22:54 |

28/04/2015 17h10


No aniversário de 75 anos, funcionários, alunos e admiradores contam suas experiências com Estádio do Pacaembu

Ao falar em São Paulo, alguns pontos históricos e turísticos chegam à nossa mente, como o MASP, o Parque do Ibirapuera, a Avenida Paulista, Pinacoteca, Catedral da Sé, o Mercadão e outros. Quando inserimos a palavra “futebol” ou “templo esportivo” a primeira lembrança que temos é do monumento arquitetônico em Art Déco, tombado em 1988, localizado na Praça Charles Miller: Paulo Machado de Carvalho, ou, popularmente conhecido como Pacaembu.
O dia 27 de abril de 1970 foi um marco na história do esporte brasileiro e da cidade paulistana. Com a necessidade de criar um complexo esportivo que atendesse os moradores- desejo latente desde a década de 1920-, o Pacaembu foi inaugurado com a presença do então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, e o prefeito Prestes Maia.
Com um dia de vida o gramado do estádio foi palco de uma decisão importante. De um lado, o Palestra Itália- atual Palmeiras-, e do outro o Coritiba. No fim dos 90 minutos, o time que se consagrou vitorioso foi o Palestra por 6 a 2. Em tempo de rodada dupla, o Corinthians e Atlético Mineiro realizaram o segundo jogo, no qual o time alvinegro de São Paulo venceu por 4 a 2.
 
O nome Paulo Machado de Carvalho foi adotado ao Pacaembu em uma homenagem ao empresário no ramo de comunicações e advogado, formado pela Faculdade de Direito da USP. O “Marechal da Vitória” ainda foi chefe das delegações brasileiras, nas copas de 1958 e 1962- e pela boa campanha recebeu o apelido sugestivo.
Com 75 anos de história o local recebeu muito mais do que jogos de futebol. O Pacaembu foi palco de grandes shows, eventos de moda, eventos religiosos, palestras e outras modalidades esportivas. Iron Maiden, Tina Turner, AC/DC e até o Papa Bento XVI puderam conhecer a beleza do estádio de muito perto, além de proporcionarem alegrias a quem pode acompanhá-los no local.
O seu espaço também conta com um grande complexo esportivo que fornece aulas aos munícipes de forma gratuita. Sua estrutura é formada por: piscina olímpica aquecida com arquibancada para 2.500 pessoas; ginásio poliesportivo coberto com capacidade para abrigar 2500 espectadores; ginásio de saibro coberto com assento para 800 pessoas; quadra externa de tênis com arquibancada para 1.500 pessoas; quadra poliesportiva externa com iluminação; três pistas de Cooper com 500, 600 e 860m; duas salas de ginástica e enfermaria.
Há ainda, na área externa, o Museu do Futebol que conta a história do desporto pelo mundo e no País, além de loja de conveniência e um “bar do torcedor”. Tudo feito de forma para promover encontros e episódios inesquecíveis a quem frequenta.
Para o boleiro: local de alegria
Marcos Assunção, 38, foi um dos grandes volantes que já atuaram no futebol brasileiro. Ídolo da torcida palmeirense, o jogador conta que fez um dos gols mais importantes de sua carreira no gramado do Pacaembu em uma partida contra o Vitória, na Sul- Americana de 2010.
Naquele jogo, em uma quinta-feira, dia 18 de agosto de 2010 o volante cobrou uma falta perfeita e guardou a bola na “gaveta” do goleiro adversário. Ato que é lembrado com carinho pela torcida e, principalmente, por Marcos Assunção.
O jogador ainda conta sobre sua admiração pelo estádio: “Eu gostava muito de jogar aqui. O campo é muito bom. Aqui não tem como você errar um passe, se errar é porque você é muito ruim mesmo. Se pudesse escolher uma palavra para definir o estádio do Pacaembu seria: alegria. Sempre vinha jogar feliz aqui, como se fosse minha casa”, complementa.

O meu, o seu, o nosso: Pacaembu!

Quem já acompanhou alguma atividade dentro do local, com certeza, já ouviu esse jargão tão imponente e característico. Do alto das cabines, anunciando o cronograma do dia, o número de renda e público, os jogadores e os outros acontecimentos fora de lá está Edson Tadeu da Silva, conhecido por todos como Edson Sorriso, 55.
Seu envolvimento com desporto data cerca de dez anos. É responsável pela coordenação de esportes da subprefeitura do Butantã, desde 2004, tendo uma carreira anterior na área da cultura, como sambista e compositor.
Tornar-se o locutor oficial do Pacaembu foi uma surpresa e um improviso. Após o falecimento de Milton, responsável por esse trabalho, o cargo para “agitar a galera” ficou vago e alguém tinha que fazer esse papel.
“Sorriso, sobe lá pra fazer o jogo!”. Edson conta que não teve escolha e obedeceu à ordem do então coordenador do complexo esportivo do Pacaembu: Aléssio Gamberine. No dia, um campeonato em que o Brasil e seleções internacionais estariam em campo foi o primeiro contato do sambista de voz grave.
Desde 2011 essa experiência ficou séria e o microfone do estádio é comandado por Sorriso. A criação do bordão “o meu, o seu, o nosso: Pacaembu!” veio com a necessidade de afirmar que mesmo que o Corinthians não fosse mais utilizar do campo municipal, todo aquele espaço pertence a todos. Independe do time, orientação sexual, classe social ou nacionalidade. “Não era o Pacaembu que estava ligado ao Corinthians, e sim o Corinthians que estava ligado ao Pacaembu”, conta.
“Meu primeiro contato com estádio foi aos oito anos, quando meu tio me trouxe para ver um jogo. Dez anos após tive a alegria de jurar a bandeira nesse gramado, com 18 anos, e depois vim trabalhar aqui. O Pacaembu só me trouxe alegria. Trabalhar com felicidade”, finaliza.

Paixão de arquibancada para a pele
Por receber muitos confrontos esportivos e todas suas atividades independentes, o Pacaembu conquistou muitos fãs e seguidores. Além disso, foi ponto de encontro, construindo novas amizades e até novas paixões- daquelas que vão além das quatro linhas do gramado.
O coordenador de marketing, de 31 anos, Felipe Pelosi tem uma experiência de mais de 20 anos com o estádio e complexo esportivo. Seu primeiro jogo foi em 1992, quando tinha nove anos de idade. No estádio, o corintiano acompanhou o confronto do seu time contra o São Carlense, no qual o clube alvinegro venceu por 1 a 0. A partir daí, possui uma forte relação com o Pacaembu. Algo que o mesmo define como “amor”.
No complexo esportivo, Felipe participou da pré-temporada do time de basquete, formado em 1997, mas não disputou o campeonato. O motivo? Felipe declara: “queria mesmo era jogar futebol, mas não passei na peneira! Acabei me afastando das atividades do estádio por um tempo, mas sempre voltada para ver os jogos do Corinthians”, relata.
Em 2002 o coordenador de marketing retomou suas atividades esportivas no Pacaembu. Dessa vez, a piscina olímpica era o local onde se praticava o lazer e atividade física. Além disso, andar de skate, comer um hot-dog ou um pastel na feira sempre foi uma de suas atividades favoritas e recorrentes.
Conhecido como um local de encontros, o estádio e complexo esportivo foi palco de um inesquecível na vida de Felipe. Em mais um jogo do seu time do coração, o coordenador de marketing se interessou por Mariana Burochosas, 31, pediu o contato de sua rede social, marcou um passeio, começou a namorar e hoje são casados.
Outro episódio marcou a vida do corintiano. Apaixonado por esportes, desde pequeno, tinha o sonho de ter um filho para levá-lo aos jogos. Desde que Mathias Pelosi, 6, tem três anos de idade, Felipe o carrega para os jogos- sendo que o seu primeiro foi no Pacaembu.
Por ter uma participação tão significativa em sua vida, o próximo ato para marcar o Pacaembu será fazer uma tatuagem em seu corpo como homenagem ao estádio. “Já estou com essa ideia faz um ano, mais ou menos, porque o Pacaembu marcou minha vida para sempre. Só tenho lembranças boas!”, encerra.

“Estádio que vicia”
O estudante de Rádio e TV, Fabio Henrique dos Santos, 24, é mais um dos apaixonados pelo estádio Paulo Machado de Carvalho. “Costumo alertar a todos aqueles que nunca entraram em um estádio que o local vicia- digo isso por ter tido essa experiência com o ‘Paca’. Logo que vi o gramado meu coração bateu mais forte [...]. Uma sensação gostosa de sentir, e que eu ainda sinto quando subo as escadas do tobogã ou entro pelo portão principal... Conheço esse estádio como se fosse a minha casa”, conta.
Acompanhar seu time nos jogos do estádio também proporcionou a escolha de uma profissão ao estudante. “Meu amor pelo rádio também teve no Pacaembu seus ápices românticos. Era ao lado de uma barraca de lanche que ficava o carro da Transamérica, com o som até o ‘talo’, passando informações sobre o Timão. Eu comendo o meu ‘pernilzão’ e sonhando em um dia estar do outro lado daquelas ondas radiofônicas”.
A decisão mais importante que Fabio Henrique vivenciou no local foi a conquista da libertadores de 2012, pelo Sport Clube Corinthians. “Pude ver em cada pessoa que estava ali no estádio que uma coisa ruim tinha saído e que todos estavam de alma lavada. Fiquei até os jogadores saírem de campo. Aquele era o meu momento de curtir, chorar, gritar...”, relata emocionado.
A casa de todos
“Como seria o Pacaembu em uma definição?” “A casa de todos, tipo um templo”. A jornalista e palmeirense fanática, Letícia Ribeira, 23, tem uma grande admiração pelo Estádio Municipal e ainda faz uma comparação com as grandes arenas: “Hoje, com essa modernidade toda que tem nos estádios, só quem fica na arquibancada do ‘Paca’ sabe a sensação que dá de estar ali no meio da torcida. É diferente de você assistir um jogo sentado. Na arquibancada você pula, grita... fica embaixo da bandeira e etc”, finaliza.

Do tempo que a piscina tinha trampolim
Mallu Sader, 53, trabalha desde 1983 no estádio Pacaembu. “Desde que entrei na prefeitura, eu só trabalhei nesse lugar. Então, costumo falar que aqui é mais minha casa do que minha própria casa”, conta.
A professora de educação física com mais experiência já vivenciou episódios inesquecíveis. Relembrando os que mais marcaram sua história, Mallu cita o trampolim de mais de dez metros existente na área da piscina- que não era utilizado. Para ela, aquilo era uma grandiosidade e, quando o retiraram, sentiu como se fosse uma agressão. “Para mim, foi um choque. Hoje compreendo a necessidade de retirá-lo, mas me marcou.”
Uma das suas maiores realizações, em sua vida profissional, foi concretizar seu grupo de corrida que funciona há mais de 10 anos. Além disso, a educadora física homenageada na cerimônia de 75 anos afirma que o “estádio do povo”, como o define, formou-a como uma professora. “Aqui dentro é minha vida profissional”, fecha.
Ambiente abençoado
Rosangela de Oliveira Valli, 55, é a segunda professora com mais experiência na casa. Em sue currículo estão aulas de vôlei, futsal, aeróbico, natação, alongamento, circuito e outros dentro do desporto. Para ela todo o local é maravilhoso. Desde o verde, a arquitetura, os passarinhos e a área: tudo a encanta. “É um ambiente abençoado. É o paraíso, afirma”.
Há trinta anos vivendo dentro de um espaço são muitas histórias que podem ser descritas e marcam: os jogos, os shows e as aulas. Mas, entre coisas inesquecíveis da vida da educadora, sua relação com as pessoas sempre estará em primeiro lugar.
Emocionada, Rosangela relata um episódio que protagonizou com uma aluna que sofreu com o câncer. “Conheci o esposo dessa senhora em umas coincidências da vida, depois que ela faleceu. Ele me contou que, mesmo após os tratamentos com a quimioterapia, minha aluna sempre queria ir às aulas para me ver. São coisas que emocionam né?”.
“Pacaembu é um patrimônio que engrandece a cidade. No meio dessa selva de pedra ele está com toda sua energia [...]. Definindo em uma palavra, o Pacaembu é majestoso”, concluí.
Concreto é frio, mas por ele passam emoções
Desde 1969, Luiz Afonso de Andrade, 68, trabalha no complexo esportivo e estádio Paulo Machado de Carvalho. De início, começou com serviços gerais limpando valetas e banheiros, além de fazer a segurança. Com o tempo incorporou funções ao seu currículo até chegar ao posto de um dos administradores.
Todos os dias, a partir das 7h da manhã seu “Luizão”, como é conhecido, entra ao estádio para cumprir mais um dia de serviço. O horário marcado para entrar é a única certeza, pois, as atividades podem extrapolar qualquer jornada de trabalho- ou, como define, de hobby.
Todo tempo de serviço lhe abriu diversas oportunidades. Com a carreira na Prefeitura, Luizão concluiu 11 cursos profissionalizantes importantes ao seu currículo e evolução. Necessários para a criação de sua família e filhos.
A única lembrança negativa que assombra a mente do senhor de 68 anos de caminhada é uma briga entre a torcida do Palmeiras e São Paulo, na Supercopa de 1995. A “guerra” acabou ocasionando a morte de um jogador São Paulino de 16 anos de idade, além de 102 feridos. Na ocasião, Luizão era o coordenador do estádio. “Tomei tijolada, tomei pedrada. Foi um dia muito triste, foi um dia doloroso”, conta.
Como na vida nem tudo são dores, um dos funcionários mais velhos da casa sempre relembra as coisas boas que aqui viveu. Acompanhou a despedida dos gramados de grandes craques, como Ronaldo e Romário. A invasão rubro-negra em 1984, na Taça da Libertadores, marcada por Flamengo e Grêmio, a conquista do Corinthians em 2012 no mesmo campeonato. Além dos eventos culturais, como o show da Xuxa, dos Rolling Stones, do Paul McCartney, Tina Turner e outros.
Para finalizar a conversa, Luizão define o local em que passou mais da metade da sua vida, sempre de forma poética e emocionado: “Ele deu minha casa, me deu conhecimento, me deu amigos, me deu alegrias, me deu tristeza. Tudo que conquistei, eu conquistei trabalhando no Pacaembu. Ele pulsa, pulsa dentro da gente. Todo mundo diz que o concreto é frio, mas as emoções que passam por ele não. O Pacaembu é minha vida.”.
Encorajador
Para estudante Anderson Ludevice, 21, ver seu time jogando era um sonho. Até 2007 seus pais não permitiam que o jovem pudesse adentrar os portões do local em que as partidas são disputadas, por questão de segurança. Quando viu, enfim, seu Corinthians jogar o local mais propício e escolhido foi o Pacaembu, o torcedor conta que “o coração bateu mais forte”.
Outra situação inesquecível foi poder acompanhar dois craques do futebol brasileiro em campo: Ronaldo e Roberto Carlos. Na ocasião, Anderson tinha comprado apenas os ingressos da cadeira numerada, mas ver um jogo daqueles sentado seria impossível. Encorajado pelos amigos, o jovem que tem medo de altura, pulou uma das grades que dividiam uma arquibancada da outra, para poder ficar em meio a torcida organizada- num misto de medo e alegria.
“O Pacaembu foi uma paixão a primeira vista. Quero levar meus filhos para assistir algum jogo lá, porque ao contrario das novas arenas ele é como o povo é: humilde. É acolhedor, é muito importante pra toda a cidade e pra todo cidadão”, pontua.

Pacaembu é um sentimento
Francisco Carlos Dada é o coordenador do complexo esportivo do Pacaembu, nesta gestão de 75 anos de história. A alta posição, responsável por todo o local, é um dos prêmios que conquistou em toda sua caminhada de vida. “É um processo de renovação, como o conto da águia”, conta.
Desde o cuidado com grama do estádio, até os processos administrativos, Chicão está presente. Um dos reconhecimentos desse cuidado veio em 2014, em época de Copa do Mundo, quando o Pacaembu foi considerado o estádio com a melhor grama do Brasil- uma característica que o coordenador zela e busca manter sempre.
Uma das propostas que mais o marcou em sua trajetória de Pacaembu, foi a solicitação de uma senhora que acompanhava sempre os jogos do seu time com seu marido, no setor laranja. Com o falecimento do seu companheiro, a eterna apaixonada quis concretizar um dos sonhos de seu amado: ter suas cinzas depositadas em uma parte do estádio. “Foi super emblemático, mas a família depositou parte das cinzas aqui”, lembra.
“Isso aqui é um patrimônio histórico. Falando em linguagem figurada, o Pacaembu é o pai ou a mãe de uma família. Os filhos cresceram, casaram e foram para suas casas. Mas, eventualmente, sempre voltam para ver o ‘papai’ e a ‘mamãe’, o ‘vovô’ e a ‘vovó’. Assim que enxergo o Pacaembu”, descreve.
O coração gigante
Torcedor fanático por futebol, o Secretário de Esportes Celso Jatene, conta sua relação e experiência no local: “Frequento o Pacaembu desde os 11 anos de idade. Já tive aqui muitas alegrias e tristezas, como, por exemplo, a conquista do tri da libertadores pelo Santos. Agradeço a Deus e à vida por viver os 75 anos do Pacaembu- um dos torcedores que cansou de sentar nas arquibancadas está aqui como secretário-, nunca imaginei que pudesse viver esse momento”, conta.
Em relação ao futuro do patrimônio histórico e cultural da cidade, Jatene afirma: “O Pacaembu está sendo cuidado com muito zelo e estamos sempre pensando em seu futuro para que ele fique cada vez mais moderno, mais querido, mais bem cuidado pela cidade de São Paulo”. Para finalizar, o secretário define o local como um "coração gigante" que bate constantemente no coração dos paulistanos e dos moradores do município.
Texto:Ludmilla Florencio - ljflorencio@prefeitura.sp.gov.br
Fotos (1,2,3,4,7,8,9, 10 e 11): Arquivo SEME
Fotos (5 e 6): Arquivo pessoal.
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