A paratleta Marisete dos Santos da cidade de Mairinque é destaque na edição do Tem Notícias da TV Tem

14:26 |

24/04/2017 às 10h32min - Atualizada em 24/04/2017 às 10h32min



Marisete é arremessadora de peso e têm sonho de disputar paralimpíadas de 2020.

Tv Tem

Na última sexta-feira, 21, a reportagem do Tem Notícias 1a. edição,  mostrou a história da paratleta Marisete dos Santos, de Mairinque, que é arremessadora de peso e disputa algumas competições.

O sonho de Mariste dos Santos  é poder disputar as paralimpíadas de 2020.






Leias Mais..

Corinthians estreia patrocínio nesta segunda-feira contra o Pato Branco, pela LNF

14:25 |

22/04/2017 às 19h14min - Atualizada em 22/04/2017 às 19h14min


Já patrocinadora master do Magnus Futsal, de Sorocaba (SP), fabricante de alimentos pets Magnus se alia ao clube alvinegro em busca de tornar o futsal cada vez mais forte no país




Assessoria de Imprensa
Divulgação/ Corinthians/ Magnus
Patrocinadora master do Magnus Futsal, de Sorocaba (SP) desde o início de 2016, a fabricante de alimentos pets Magnus é a mais nova parceira do time de futsal do Sport Club Corinthians Paulista, atual campeão paulista e nacional da modalidade. A estreia do uniforme com o logo da empresa ocorre nesta segunda-feira (24), na partida contra o Pato Branco pela Liga Nacional de Futsal (LNF), que terá transmissão no canal SporTV a partir das 20h (horário de Brasília).

“A nossa relação com a modalidade começou com o projeto Magnus Futsal, que desde o ano passado representa Sorocaba com bastante destaque, inclusive com a conquista da última edição do Mundial de Clubes”, comenta Rodrigo Luporini, coordenador de marketing esportivo da Magnus. “Mas sabemos que podemos fazer ainda mais pelo esporte e queremos que o futsal cresça como um todo, com campeonatos fortes e equilibrados. Por isso, nos aproximamos do Corinthians, uma equipe que atrai grandes públicos e carrega uma história riquíssima”, acrescenta.

O executivo ressalta que a parceria com o Magnus Futsal segue cada vez mais forte, com a presença no time de craques como Rodrigo, Tiago, Leandro Lino e, claro, de Falcão, maior nome da história do futsal. “O torcedor de Sorocaba não precisa se preocupar, o nosso contrato de naming rights segue normalmente. Paralelamente, também exibiremos nosso logotipo na camisa do Corinthians, pois acreditamos que, quanto mais times fortes existirem, melhor para o esporte como um todo”, explica ele.

Outras parcerias
Além do patrocínio ao Magnus Futsal e ao Corinthians, a Magnus apoia, desde o mês de março, a Associação Desportiva Jaraguá, de Jaraguá do Sul (SC), uma das principais equipes brasileiras da modalidade. Recentemente, a empresa também realizou ações pontuais na camisa da Seleção Brasileira, em dois amistosos no ano passado (contra Paraguai e Uruguai), além de placas de publicidade no ginásio.


“Estamos abraçando o futsal, um esporte que desperta a paixão de milhares de brasileiros e tende a se valorizar cada vez mais. No caso do Magnus Futsal e do Corinthians, estamos patrocinando também as equipes de categoria de base, a fim de formar os ídolos que garantirão um grande futuro a essa modalidade”, finaliza Luporini. 
Leias Mais..

Jovem desaparecida há cinco dias é encontrada em São Roque

14:23 |


24/04/2017 às 10h41min - Atualizada em 24/04/2017 às 10h41min



A adolescente Barbara Ferreira, de 16 anos, que estava desaparecida há cinco dias foi encontrada por familiares na manhã de domingo (18).



Da Redação - Foto: Reprodução / Facebook
A adolescente Barbara Ferreira, de 16 anos, que estava desaparecida há cinco dias foi encontrada por familiares na manhã de domingo (18). Desde o seu sumiço, a família da jovem registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de São Roque, realizando buscas pela jovem e divulgando o seu desaparecimento através das redes sociais.
"Bom dia a todos primeiramente venho agradecer a Deus por tudo e depois aos meus amigos e familiares que me ajudarão com palavras de esperança minha filha Barbara Ferreira Lhp está bem graças a Deus só tenho que agradecer vai dar tudo certo força foco e fé", afirmou a mãe em postagem através da sua página no Facebook.
Aguarde em breve mais informações sobre o caso. 
Leias Mais..

“Estamos conversando com ela para entender o que aconteceu”, diz mãe de jovem que desapareceu por cinco dias

14:22 |

24/04/2017 às 15h13min - Atualizada em 24/04/2017 às 15h13min






a Redação: Rafael Barbosa - Foto: Reprodução / Facebook
A adolescente Barbara Ferreira, de 16 anos, que estava desaparecida há cinco dias foi encontrada por familiares na manhã de domingo (18). Desde o seu sumiço, a família da jovem registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de São Roque, realizando buscas pela jovem e divulgando o seu desaparecimento através das redes sociais.
A jovem teria saído de casa na terça-feira (18), no bairro Guaçu, e não levado o celular naquele dia, mas ao acreditar que a garota estava na casa de amigas à família não se preocupou a principio. Entretanto, como a jovem não apareceu no dia seguinte, a mãe começou a perguntar aos amigos da garota, que também não sabiam onde ela estava, recorrendo também as redes sociais em busca de informações.
“Pedi através do Facebook que, se alguém tivesse informações sobre ela, que me ligasse. Então no domingo (23) ela entrou em um bar na região central de São Roque e o dono do estabelecimento reconheceu ela e me ligou em seguida. Foi assim que a encontramos”, afirmou a mãe.
A jovem afirmou a família que, durante os dias em que ficou desaparecida, vagou pela cidade a esmo e nunca ficou muito tempo em um mesmo lugar, porém não disse por que tomou esta atitude. Mãe e filha estiveram na Delegacia de São Roque onde o caso foi apresentado inicialmente, para apresentar a menina e retirar o caso de desaparecimento, e agora a família tenta descobrir o que realmente aconteceu a Barbara, já que a atitude suspeita da menina causou desconfiança a família.
“Estamos nos reunindo em família para decidirmos o que faremos. Ela emagreceu muito durante este tempo que ficou na rua e esta descansando, mas estamos conversando com ela para descobrir o que aconteceu, porque ela fez isso”, finalizou a mãe ao confirmar que Barbara passa bem. 
Leias Mais..

Penalty cria bola em homenagem ao estado de São Paulo para a final do Paulistão 2017

14:18 |

24/04/2017 às 23h22min - Atualizada em 24/04/2017 às 23h22min




S11 Campo Pró terá versão dourada e estampa inspirada no formato do estado paulista




Assessoria de Imprensa

A final do Paulistão 2017 terá uma redonda exclusiva. A S11 Campo Pró, da Penalty, vai ganhar uma versão dourada com estampa inspirada no formato do estado de São Paulo. A bola estreia em campo no próximo domingo, 30 de abril, no primeiro duelo entre Corinthians e Ponte Preta.

Certificada pela FIFA, a S11 Campo Pró conta com a tecnologia Precision, técnica inspirada na bola de golfe e que traz à superfície da pelota cavidades produzidas a partir de um laminado especial, reduzindo a resistência ao ar. O resultado é uma bola mais precisa, que flutua menos e mantém a trajetória oficial.

A redonda possui também uma camada interna de Neogel e tecnologia Termotec, que a deixa 100% impermeável, mais macia e elástica, permitindo mais quiques. Resistência e retenção de ar são outros atributos de destaque, garantidos pela câmara Airbility.

Além da roupagem dourada, a S11 Campo Pró da final do Paulistão terá o selo “Essa é a minha bola” ao lado do escudo da Federação Paulista de Futebol. Na outra face, a estampa é a ilustração da taça da final. 


Sobre a Penalty    
Especializada em produtos para a prática esportiva, a Penalty® foi criada em 1970 pelo Grupo Cambuci, única multinacional de esportes do Brasil. A marca é a maior fabricante nacional de material esportivo e uma das precursoras do segmento no país. Na década de 1990, a Penalty seguiu com projetos de expansão e anunciou a criação de uma filial na Argentina, a primeira fora do Brasil, consolidando sua presença na América do Sul e no cenário internacional. A Penalty é pioneira no mercado de bolas, sendo a única fabricante brasileira com certificação internacional emitida pelas quatro instituições máximas das principais modalidades com bola: FIFA (futebol), FIVB (vôlei), FIBA (basquete) e IHF (handebol).
Leias Mais..

Servidores municipais de São Roque terão reposição salarial de 6,29%

14:17 |


25/04/2017 às 10h12min - Atualizada em 25/04/2017 às 10h12min





Da Redação: Rafael Barbosa - Foto: Arquivo JE
A Câmara de São Roque aprovou a reposição salarial de 6,29% para os servidores da Prefeitura Municipal e do próprio legislativo, durante sessão realizada nesta segunda-feira (24). Os projetos foram aprovados por unanimidade, com exceção do vereador Rafael Marreiro, que não estava presente durante a sessão extraordinária e a reposição serão feita em três parcelas,
Segundo informações divulgadas pelo portal Vander Luiz, o projeto é de autoria do Executivo e determina que a primeira parcela, de 2,29%, entre em vigor com data retroativa de 1º de abril. A segunda parcela de 2% será em julho e a terceira, também de 2%, em novembro. O percentual também incidirá sobre o auxílio alimentação, que passará de R$ 300,00 para 318,87.
A câmara também apresentou um projeto propondo o mesmo reajuste para os funcionários do legislativo.
Segundo o Prefeito Claudio Góes, a reposição será feita de forma parcelada pelo impacto financeiro do mesmo ao município, que neste momento passa por dificuldades em seu orçamento, além de respeitar os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A receita do município para 2017 está estimada em R$ 215 milhões, sendo que com o atual reajuste a folha de pagamento de São Roque alcançaria aproximadamente R$ 110,222 milhões, cerca de 51,27% de todas das despesas do município, colocando-o muito próximo do limite prodencial estabelecido pela Lei de Responsábilidade Fiscas (R$51,30).
“Vale esclarecer que, desde o início do meu mandato, venho analisando a questão sobre o aumento dos vencimentos dos servidores públicos, sempre buscando fazer com que o índice do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), divulgado em 2016, fosse alcançado, garantindo assim um aumento real para o servidor público”, completou o Claudio Góes.
Leias Mais..

Polícia Civil detém criminosos que comandavam tráfico dentro da prisão e prende quatro em São Roque

14:16 |

25/04/2017 às 17h23min - Atualizada em 25/04/2017 às 17h23min






Da Redação: Rafael Barbosa - Foto: divulgação / Polícia Civil
A Polícia Civil de São Roque, em conjunto com a Guarda Municipal juntamente com policias civis de Araçariguama, detiveram a ação de três dos homens responsáveis por comandar o tráfico em São Roque e que realizam suas ações de dentro da cadeia, além de prenderem outros quatro marginais em uma operação contra o tráfico realizada em São Roque na manhã desta terça-feira (25).
Segundo as autoridades, através de um intenso trabalho de investigação, que durou meses, foi descoberto a identidade destes três marginais eram pertencentes a facção criminosa paulista PCC (Primeiro Comando da Capital) e davam ordens ao tráfico local de dentro de presídios da região, sendo que dois deles cumprem pena nas Penitenciárias de Porto feliz e Capela do Alto. Os homens não são os únicos chefes do tráfico no município porém exerciam papel de liderança na venda de entorpecentes em diversos pontos da cidade. 
“Os indivíduos foram identificados e mesmo que já estivessem cumprindo pena, também foram indicados pelas pela prática de Associação ao Tráfico de Drogas. Um deles inclusive deveria ser liberado em regime condicional por ter cumprido boa parte de sua pena anterior, porém com os resultados das novas investigações, ele deverá cumprir uma nova pena”, informou o escrivão chefe da Delegacia de São Roque Anderson Góes.
A Operação teve início nas primeiras horas da manhã, e além dos chefes do tráfico outras quatro pessoas foram presas na região de São Roque, dando cumprimento a mandados de prisão contra indivíduos envolvidos na venda de entorpecentes. 
O primeiro a ser preso detido foi o homem identificado como C.A.S,  de 25 anos e morador do bairro Paisagem Colonial (conhecido Goianã)  contra quem já recaia um mandado de prisão por tráfico. Na residência do homem foram apreendidos dois revólveres calibre 38 municiados, sendo um com numeração raspada, 108 cápsulas plásticas contendo cocaína, diversos aparelhos celulares, R$ 1.000 e uma motocicleta utilizada para entregar e buscar as drogas.
Em outro endereço os policiais prenderam R.S.R, de 29 anos, que não ofereceu resistência e era procurado também pelo crime de tráfico. Na casa também foi apreendido um carro (modelo Golf) utilizado para o transporte dos entorpecentes
Diante das prisões, os policiais se dirigiram até o bairro Cambará, onde localizaram, V.O.R de 44 anos, conhecido como Bicudo e também envolvido com a venda de entorpecentes. Após esta prisão foi a vez do bairro Mailasque ser o alvo da operação, que resultou na prisão de  E.P.S., de 28 anos e conhecido pela alcunha de Pequeno, também indicado como tendo envolvimento com o tráfico. “Todos os envolvidos encontram-se presos na Unidade Transitória de Presos de São Roque e irão responder pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico de drogas”, afirmou a Polícia Civil de São Roque.
Apesar das prisões a polícia também afirmou que continuará com as investigações na região, de forma a reprimir o tráfico nos bairros de São Roque.
Leias Mais..

Embu Country Fest: Cidade terá evento com grandes atrações

14:13 |





Shows dos fenômenos de público Wesley Safadão e Marília Mendonça estão confirmados, em evento com estrutura inédita na cidade.
Entre os dias 17 e 21 de maio acontece a primeira edição do Embu Country Fest, que reúne shows de grandes atrações da música sertaneja nacional e um parque de diversões, no Parque do Lago Francisco Rizzo, em Embu das Artes/SP.

Organizado pela empresa de entretenimento A Luz, o evento tem confirmados os shows de Wesley Safadão, no dia 17 e Marília Mendonça, no dia 18. No dia 19 o público verá a dupla sensação Matheus e Kauan, enquanto que no sábado, 20, além dos “brutos” Jads e Jadson, Loubet e Jéssica e Jennifer também subirão ao palco.

O encerramento acontece no domingo, 21, no chamado ‘Dia da Família’, quando os ingressos serão gratuitos mediante a doação de 1kg de alimento por pessoa, a serem repassados ao Fundo Social de Solidariedade de Embu, e dão direito ao acesso ao Parque de Diversões e aos shows de Fabio Teruel, às 10h, e à partir das 16h aos shows dados cantores revelação Gustavo Mioto, Delluka Vieira e Ricardo Ozcar.

O acesso ao parque de diversões é gratuito e os ingressos para a área de shows já estão disponíveis e podem ser adquiridos pela internet ou nos pontos de venda localizados em Embu das Artes, Osasco, Campo Limpo Paulista, Carapicuíba, Itapecerica da Serra e Cotia, cujos endereços podem ser conferidos no site www.embucountryfest.com.br

Responsabilidade Social e cidadania
Além da arrecadação de alimentos, a A Luz, organizadora do evento, destaca que acredita no sucesso do Embu Country Fest onde, além de oferecer entretenimento de qualidade em uma estrutura inédita no município, movimenta toda a economia local, gerando aproximadamente 2500 empregos diretos e indiretos, prestigiando empresas locais em contratos de fornecimento de produtos e serviços e recolhendo aos cofres públicos não só o valor estipulado para o uso do espaço, como também o ISS sobre a renda bruta do evento antes mesmo de seu início, reafirmando sua postura ética e comprometida em promover o progresso nas cidades onde atua.

Serviço:
Evento: Embu Country Fest
Data: 17 a 21 de maio de 2017
Shows: 17/05 – Wesley Safadão; 18/05 - Marília Mendonça; 19/05 – Matheus e Kauan; 20/05 – Jads & Jadson, Loubet e Jéssica e Jennifer; 21/05 - Padre Teruel, às 10h, e Gustavo Mioto, Delluka Vieira e Ricardo Ozcar, à partir das 16h.
Horário: de 17 a 20/05 à partir das 19h, e no dia 21/05 à partir das 9h
Local: Parque do Lago Francisco Rizzo – Rua Alberto Giosa, 390, Embu das Artes/SP
Ingressos: Grátis para o Parque de Diversões e de R$20, a R$80, para o acesso aos shows.
Informações e vendas de convites: www.embucountryfest.com.br, vendas de camarotes (11)98789.2007
-
Leias Mais..

Jovens de baixa renda têm a oportunidade de receber tratamento odontológico gratuito em Cotia

14:12 |






 
Pela quinta vez, a Turma do Bem se une à Oral-B para recuperar a saúde bucal de milhares de adolescentes carentes com idades entre 11 e 17 anos.
No próximo 28 de abril, data em que se comemora o Dia Mundial do Sorriso, o programa Dentista do Bem, da OSCIP Turma do Bem, irá selecionar centenas de jovens de baixa renda para receber tratamento odontológico gratuito. Na ocasião, será realizada a quinta edição da Maior Triagem Odontológica do Mundo na E.M.Samuel da Silva Filho, Parque Mirante da Mata. A ação, resultado da parceria entre Oral-B e Turma do Bem, acontecerá simultaneamente em mais de 300 munícipios do Brasil, outros 10 países da América Latina e Portugal.

O objetivo do evento é identificar adolescentes de baixa renda, que necessitam de tratamento odontológico e proporcionar-lhes qualidade de vida por meio do acesso à saúde bucal. “Um adolescente que não tem possibilidade de ir ao dentista e de cuidar da boca, será um adulto infeliz. Isto porque quem sente dor não estuda, não brinca, não consegue um bom emprego, não beija na boca e se afasta dos amigos. O acesso à saúde bucal de qualidade faz com que esses jovens sejam incluídos novamente na sociedade”, afirma o coordenador regional voluntário da TdB, Dra.Fabiana Mello.
No Brasil, segundo o Conselho Federal de Odontologia (CFO), 20 milhões de brasileiros nunca foram ao dentista e 68% não sabem que têm direito a tratamento odontológico público. Além disso, de acordo com dados da Oral-B, o consumo médio de escova de dentes no Brasil é de 1,9 escovas/ano* – muito distante da recomendação de 4 escovas/ano, respeitando-se a orientação de troca a cada 3 meses, por questões de higiene e razões funcionais.

Para Fabiana Mello, esse cenário é resultado de um descaso histórico com a questão da odontologia. “As pessoas continuam sofrendo para ir ao dentista.”

Foi o que aconteceu com Altair Clemente. Em 2014, ele estava desempregado e buscou atendimento no Sistema Único de Saúde para o filho Lucas, sem sucesso. “Havia cortados todos os gastos em casa. Não tínhamos condições de ir ao dentista. Ele estava com vergonha dos dentes, tortos, separados. Procurei o posto de saúde, e não tinha vaga. Foi quando fiquei sabendo da Megatriagem 2014 da Turma do Bem. O Lucas foi examinado e depois recebeu o tratamento completo”, conta.

Dois anos depois, em 2016, foi a vez do filho mais novo conseguir ajuda. “Em 2014 o Thiaguinho tinha menos de 11 anos, por isso não pôde entrar no projeto. Ano passado porém, a gente ficou sabendo que teria mais uma Megatriagem. Não tive dúvida, peguei ele pela mão e levei até o MASP (local onde aconteceu a triagem de São Paulo). Hoje vejo meus filhos felizes, sorridente e falando com as pessoas sem vergonha. Isso não tem preço”, afirma Altair.

A triagem – O processo é simples, rápido e não invasivo: o dentista faz um exame visual da condição bucal de cada jovem e preenche uma ficha com dados sobre a saúde bucal e a condição socioeconômica da família.

A seleção – Após a triagem, é elaborado um dossiê de cada criança e adolescente com a ficha de avaliação, uma cópia do comprovante de residência e a autorização dos pais ou responsáveis para que o tratamento seja realizado.

A seleção é feita por meio da aplicação de um índice de prioridade, que beneficia as crianças e os adolescentes mais pobres, com problemas bucais mais graves e os mais velhos, que estão mais próximos do primeiro emprego. Cada selecionado recebe uma carta com o nome e o endereço do dentista voluntário que será responsável pelo seu tratamento; para facilitar o acesso, a TdB encaminha o beneficiário para o consultório mais próximo da sua residência.

O tratamento – Os dentistas voluntários atendem, em seus próprios consultórios, as crianças e os adolescentes selecionados até eles completarem 18 anos. Curativo, preventivo e educativo, o tratamento é totalmente gratuito e completo, incluindo, se necessário, radiografias, ortodontia, próteses e implantes, por exemplo.
Sobre a Turma do Bem
A Turma do Bem (www.tdb.org.br) gerencia a maior rede de voluntariado especializado do mundo, contando com 16 mil dentistas atuando em 14 países. Oferece atendimento odontológico gratuito à população de baixa renda em condição de vulnerabilidade social e com graves problemas bucais, focando-se em dois públicos principais: jovens de 11 a 17 anos e mulheres vítimas de violência doméstica. Em 15 anos, impactou quase 68 mil jovens e mais de 750 mulheres. Tem um modelo inovador de gestão, baseado no voluntariado e caracterizado pela fácil replicabilidade.
O fundador e presidente voluntário da TdB, Dr. Fábio Bibancos, é reconhecido internacionalmente como Empreendedor Social pela Schwab Foundation (www.schwabfoundation.org) e pela Ashoka (www.ashoka.org) por seu trabalho à frente da organização. Além disso, em 2011 a Turma do Bem foi laureada com o prêmio Saúde Oral, na categoria Solidariedade Social, devido ao trabalho desenvolvido em Portugal; em 2015 foi selecionada entre 1.400 organizações sociais de todo o mundo para integrar o primeiro portfólio da Epic Foundation de instituições que investem em alto impacto social; e em 2016 venceu o prêmio Visionaris, oferecido pelo banco suíço de investimento UBS, por suas inovações nas áreas de sustentabilidade e captação de recursos. Faz parte da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais e é apoiada pela Salesforce Foundation, pela ONU Mulheres e pela COMESP (Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário).

Sobre o Dentista do Bem – O projeto Dentista do Bem conta com o trabalho voluntário de cirurgiões-dentistas que atendem crianças e adolescentes de baixa renda, proporcionando-lhes tratamento odontológico gratuito até completarem 18 anos. Os pacientes são selecionados por grau de necessidade em triagens que envolvem crianças de 11 a 17 anos e são realizadas em escolas da rede pública e organizações sociais de todo o Brasil. A seleção é feita por meio da aplicação de um índice de prioridade, que beneficia as crianças com problemas bucais mais graves, mais pobres e mais próximas do primeiro emprego. O dentista voluntário atende os jovens selecionados em seu próprio consultório. Curativo, preventivo e educativo, o tratamento é totalmente gratuito e completo, incluindo, se necessário, radiografias, ortodontia e próteses, por exemplo. Quase 700 mil crianças e adolescentes passaram pelas triagens da TdB e 68 mil já foram encaminhados ao dentista.

Leias Mais..

Raposo: Carga de leite tomba na pista no km 20

14:08 |




















Por volta das 12h30 desta segunda-feira(24), um acidente no km 20 da Rodovia Raposo Tavares, prejudicou o trânsito sentido São Paulo.
Segundo a Polícia Rodoviária, uma carreta contendo pallets com caixas de leite, estava ao lado do presídio feminino quando a carroceria escorregou pelo talude. A carga caiu na pista e interditou a rodovia. Ninguém se machucou.
















O trânsito permanece ruim desde o km 28,5. Duas faixas estão interditadas.
Atendem a ocorrência a viatura da Polícia Rodoviária R05421, Cb Soares e Cb Freire com apoio do Corpo de Bombeiros e do DER.
- See more at: http://www.portalviva.com.br/index.php/seguranca/14241-raposo-carga-de-leite-tomba-na-pista-no-km-20#sthash.u208vccg.dpuf
Leias Mais..

Em três oportunidades eu pude escolher. Em todas elas, escolhi ser professora

13:43 |

Para Karin Elizabeth Gröner, que começou a lecionar com 19 anos, o magistério é um trabalho muito sério e não deveria ser a última opção profissional de ninguém

por:
Karin Elizabeth Gröner 
Karin Gröner

18 de Abril 2017 - 10:00



Karin Gröner, 39 anos, tem 18 anos de docência. No início, sua família não queria que ela seguisse a carreira pela desvalorização profissional, mas Karin não desistiu. Crédito: Raoni Maddalena

“Costumo dizer que a vida é feita de reviravoltas, e a minha não é exceção. Comecei a dar aulas com 19 anos, mesmo antes de cursar Pedagogia. A primeira turma que peguei foi uma 4ª série (equivalente ao atual 5º ano). Fazia pouco tempo que a progressão continuada tinha começado, ou seja, na sala tinham muitos repetentes, alguns alunos de 16 anos. Era a pior turma. Eu chorava todo dia, pois era difícil manter a disciplina e lidar com as defasagens ao mesmo tempo... mas, no final do ano, eu vi que tinha dado conta, que a dedicação tinha valido.

Minha família é lotada de professores: minha mãe, meus tios do lado materno, minha avó paterna. Quis ser professora desde criança. Do lado da minha casa tinha uma escola abandonada e eu brincava de dar aula para os amigos. Mas, na adolescência, enquanto eu ajudava a rodar folhas no mimeógrafo e a corrigir provas, ela sempre me falava: “não vai ser professora, se ganha muito pouco”. A profissão já não remunerava tão bem quanto na época da minha avó, que tinha padrão de vida alto.

Mesmo assim, entrei no magistério no Ensino Médio, com 14 anos, no colégio Beatíssima Virgem Maria, em São Paulo. Aí comecei a namorar e engravidei com 15 anos. Como eu estudava em uma escola de freiras, não pude continuar. Parei de estudar por dois anos. Depois, fui para a escola técnica e tinha muitas opções de cursos, mas eu quis magistério. Durante essa época, fiz estágio na sala da minha mãe. Nós sentávamos juntas para preparar a aula. Acabei pegando muito do jeito dela, que hoje é minha maior incentivadora. Me formei em 1997 e no ano seguinte resolvi morar no interior paulista, em Nova Europa, perto de Araraquara.



Só comecei a faculdade de Pedagogia em 2001, quando eu já era efetiva na prefeitura. Poderia ter feito outro curso, mas sentia que estava na carreira certa, por isso, digo que em três ocasiões escolhi ser professora. Não me vejo em outra profissão, gosto de dar aula, do contato com os alunos. Como é uma cidade do interior, dá para acompanhar bem o cada um se tornou. Minha maior alegria é encontrá-los depois e saber que estão na faculdade, algumas até em Pedagogia, para serem professoras como eu. Quando os ex-alunos elogiam minhas aulas é o melhor presente. Hoje, dou aula para os filhos e sobrinhos deles. Sinto que, na experiência de todos os anos, cada estudante deixa algo em você. Como professora fui mudando, melhorando, construindo, passo por renovações constantes.  

Vários sistemas de ensino já foram introduzidos e mudados na prefeitura, mas eu não sou resistente, tento fazer o meu melhor. Depende muito do estudo do professor, é ele quem torna um material didático bom. O grande desafio hoje é se manter informado e continuar estudando para aprender coisas novas e mudar. A escola em que eu me encontrei é como se fosse a minha casa, é um ambiente formador em uma rede que investe muito em formação continuada. Tanto que eu sou a 4ª educadora dessa rede a ganhar o Prêmio Educador Nota 10. Justamente a valorização imensa dada pela premiação é o que mais se sente como uma lacuna nessa profissão. Muitos reclamam da falta de condições – e é verdade – mas a gente consegue fazer o melhor com o que tem. Acho a desvalorização financeira pior, pois já precisei dar de 10 a 12 aulas por dia, em dois períodos. E isso é cansativo. Mesmo assim, não penso em fazer outra coisa.

O magistério é muito sério e não pode ser a última opção porque ‘é mais fácil’. Não é. Você precisa entender de desenvolvimento, de aprendizagem, teorias, psicologia... tudo para saber ensinar. Minha preocupação é não deixar no aluno nenhuma experiência negativa. Após o Prêmio, fui convidada para ser coordenadora nessa rede. A minha escola, que era esquecida na diretoria de ensino, agora é destaque e eu já palestrei em seminários de boas práticas. Cada telefonema da selecionadora valia para mim mais do que muito curso de formação. Ganhar o Prêmio é um sonho para todo professor, mas para mim teve um sabor especial, por enfrentar tudo o que enfrentei e nunca desistir da minha vocação.”

Karin Elizabeth Gröner, professora de Língua Portuguesa na EE Professor Fernando Brasil, em Curupá, distrito de Tabatinga, SP, e Educadora Nota 10 de 2016.
Depoimento a Maggi Krause
Leias Mais..

Por que Educação Física e Arte são organizadas de forma diferente na Base?

13:41 |

Entenda a lógica dessa organização no documento e no que elas se diferenciam das demais disciplinas

por:
Laís Semis 
Laís Semis

18 de Abril 2017 - 19:35





Arte e Educação Física seguem um modelo diferente da organização por ano, característica das outras disciplinas na BNCC. Crédito: Foter.com/Montagem: Alice Vasconcellos

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) será o documento guia para a formulação de currículos nos próximos anos das escolas brasileiras. Ele garante os conhecimentos essenciais que os estudantes de todo o país deverão aprender na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, no qual o conteúdo previsto é dividido por ano. Uma organização válida para todas as disciplinas, exceto duas, Arte e Educação Física, ambas divididas por ciclos.

Esse formato começou a ser usado no Brasil no final da década de 60 em Pernambuco, São Paulo e Santa Catarina para avaliação e promoção dos alunos para as séries seguintes. A duração de cada ciclo variava de dois a cinco anos, em uma organização que surgiu para superar a fragmentação e desarticulação do currículo, dando um tempo maior que o anual para que os alunos atingissem as expectativas de aprendizagem. É o princípio da progressão continuada, em que os estudantes só são reprovados nas últimas séries do Fundamental 1, 2 e Ensino Médio (cada etapa representa um ciclo), o que favorece o desenvolvimento dos ritmos de aprendizagem diferentes.   

LEIA MAIS: 32 respostas sobre a Base Nacional Comum Curricular
Na BNCC, Arte é dividida em dois ciclos: 1º ao 5º (anos iniciais) e 6º ao 9º (anos finais). Em Educação Física, são quatro: 1º e 2º, 3º ao 5º, 6º e 7º e 8º e 9º anos. De acordo com o documento, essa classificação se dá porque “não há nenhuma hierarquia entre as dimensões [de conhecimento da disciplina], tampouco uma ordem necessária para o desenvolvimento do trabalho no âmbito didático”, sendo que cada uma das dimensões exige diferentes abordagens e graus de complexidade de acordo com o ciclo.

Um dos motivos para essa divisão seria o desenvolvimento corporal das crianças e adolescentes relacionadas à faixa etária. Mas, para os especialistas da BNCC há outros pontos ainda mais determinantes para a adoção desse modelo. André Luís Barroso, professor da Faculdade de Jaguariúna e um dos redatores da Base de Educação Física, explica que cada conteúdo da disciplina deve ser tratado de forma de espiral, já que não há uma abordagem sob uma perspectiva linear. “Os conteúdos devem ser constantemente retomados durante o trabalho pedagógico do professor, procurando oferecer uma apropriada construção do conhecimento dos estudantes acerca das práticas corporais apresentadas no documento”, esclarece.
Arte valoriza a experimentação e a formação do olhar. Crédito: Unsplash.com

De acordo com o especialista, a opção se deu pela possibilidade de aumentar a flexibilidade na delimitação dos currículos e a adequação às realidades locais. Além disso, essas duas disciplinas não têm tradição na organização do que deve ser ensinado ao longo dos anos escolares. “Não existe uma sequência de conteúdos tão clara em Arte e Educação Física. Não existem estudos em que se possa dizer o que se aprende em cada ano”, comenta Zuleika Murrie, coordenadora do grupo de trabalho da área de Linguagens da BNCC.

Em disciplinas como Língua Portuguesa, há um processo de desenvolvimento de determinada habilidade para que se possa trabalhar outras. Em Arte, valoriza-se a experimentação. “A disciplina coloca uma proposta muito mais de formação do olhar artístico do que necessariamente dominar esta ou outra teoria. O aluno tem um ciclo para desenvolver aquela habilidade e isso depende de como os sistemas se organizarão para construir seus currículos. Aprendizagem de Arte é mais complexa do que o engessamento de determinados conteúdos”, explica Zuleika. O desenvolvimento corporal das crianças e adolescentes relacionadas à faixa etária também seria um dos motivos para essa organização diferente para Educação Física e Arte.
Leias Mais..

Ministério da Educação desenvolve políticas e ações voltadas para povos indígenas

13:39 |





    • Terça-feira, 18 de abril de 2017, 21h00

    O encantamento com a natureza e a vontade de adquirir mais conhecimento fizeram com que Nívia Apoema Tupinambá entrasse no curso de biologia no Instituto Federal de Brasília (IFB). A estudante indígena enfrentou dificuldades para alcançar esse objetivo – desde percorrer quilômetros em um veículo pau de arara todos os dias para chegar à escola até o nivelamento de seu aprendizado com os colegas não indígenas. Por esses motivos, a estudante considera que tem muito a comemorar neste 19 de abril, quando é celebrado o Dia do Índio.
    “Eu ainda penso em fazer um mestrado na UnB [Universidade de Brasília]; gostaria muito e vou me esforçar bastante para isso. Se conseguir, com certeza, vai ser na área de educação indígena, que gosto muito. Quando acabar essa fase acadêmica, quero voltar para minha aldeia para dar minha contribuição a eles”, planeja Nívia.

    A estudante nasceu na aldeia Tupinambá de Olivença, na Comunidade de Santaninha, que fica a cerca de dez quilômetros de Ilhéus, no sul da Bahia. Apesar de todas as dificuldades e também do preconceito que viveu, embutido em frases como “o seu cabelo nem é tão liso” ou “sua pele não é vermelha”, como ela mesma conta, Nívia afirma que com esforço “não é impossível conseguir.”

    O Ministério da Educação investe na educação escolar específica para os povos indígenas. São programas e ações que visam garantir o acesso aos conhecimentos universais e também aos conhecimentos particulares relacionados às culturas e línguas indígenas. Segundo dados do censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 896 mil indígenas, distribuídos em 305 etnias, e 274 línguas indígenas faladas. O Censo da Educação Superior de 2015, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que mais de 32 mil estão matriculados na educação superior em todo o país.
    Diretrizes – Todas as ações e políticas do MEC são norteadas pelo Decreto nº 6.861, de 2009, que trata sobre a educação escolar indígena e define sua organização em territórios etnoeducacionais. Entre as principais definições do documento estão a garantia da participação dos indígenas na organização escolar; as normas próprias e diretrizes curriculares específicas, voltadas ao ensino intercultural e bilíngue ou multilíngue; a produção de material didático e paradidático específico para as escolas indígenas; e o respeito à alimentação, levando em consideração os hábitos alimentares das comunidades.
    O documento estabelece que a organização territorial da educação escolar indígena deve ser promovida a partir da definição de territórios etnoeducacionais. Cada território compreende, independentemente da divisão político-administrativa do país, as terras indígenas, mesmo que descontínuas, ocupadas por povos que mantêm relações intersocietárias caracterizadas por raízes sociais e históricas, relações políticas e econômicas, filiações linguísticas, valores e práticas culturais compartilhados.
    De acordo com a diretora de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-raciais do MEC, Rita Potiaguara, “a política dos territórios, do ponto de vista de sua concepção e implementação, é um avanço, A estudante indígena Nívia Apoema Tupinambá, do curso de biologia no Instituto Federal de Brasília (IFB), quer fazer mestrado na área de educação indígena e dar contribuição à sua comunidade (Frame: TV MEC)porque coloca estados, municípios e populações indígenas para pensarem juntos as ações voltadas à educação escolar para esse público.” A diretora também ressalta a importância da 2ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena (Coneei), que será realizada em Brasília em dezembro deste ano.
    “Evidentemente, dentro de uma política em que os povos indígenas ficaram sem atendimento adequado por parte do Estado brasileiro, a gente enfrenta algumas dificuldades, por exemplo, a infraestrutura física de muitas escolas indígenas. O censo educacional do Inep aponta que um terço dessas escolas, cerca de 900, não possui sede própria”, observa Rita. No ano passado, mais de 233 mil estudantes estavam matriculados em escolas indígenas. Do total, 1.448 cursavam a educação profissional.
    Rita conta que o MEC está desenvolvendo projeto piloto para a construção de 50 escolas no território etnoeducacional do Rio Negro, no estado do Amazonas. “O projeto está sendo concebido juntamente com os povos indígenas da região e a execução das obras começarão ainda neste ano”, afirma.
    Programas – Em 2005, foi criado o Programa de Apoio à Formação Superior e às Licenciaturas Interculturais (Prolind), com o objetivo de apoiar a oferta de cursos de formação inicial de professores indígenas em instituições públicas de educação superior. Atualmente, 17 instituições ofertam os cursos. O programa é a primeira iniciativa de inclusão coletiva de indígenas na educação superior.
    Já o programa Bolsa Permanência, lançado em 2013, é uma concessão de auxílio financeiro a estudantes indígenas, quilombolas e em situação de vulnerabilidade socioeconômica matriculados em instituições federais de educação superior. A ação contribui com as ações de permanência desses estudantes ao definir um valor diferenciado equivalente a, pelo menos, o dobro do valor concedido aos demais estudantes. Em 2016, foram contemplados 5.835 estudantes indígenas. 
    Assessoria de Comunicação Social 
    Leias Mais..

    Um em cada dez estudantes no Brasil é vítima frequente de bullying

    13:38 |



    • 19/04/2017 06h46
    • Brasília
    Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
    No Brasil, aproximadamente um em cada dez estudantes é vítima frequente de bullying nas escolas. São adolescentes que sofrem agressões físicas ou psicológicas, que são alvo de piadas e boatos maldosos, excluídos propositalmente pelos colegas, que não são chamados para festas ou reuniões. O dado faz parte do terceiro volume do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, dedicado ao bem-estar dos estudantes.
    O relatório é baseado na resposta de adolescentes de 15 anos que participaram da avaliação. No Brasil, 17,5% disseram sofrer alguma das formas de bullying "algumas vezes por mês"; 7,8% disseram ser excluídos pelos colegas; 9,3%, ser alvo de piadas; 4,1%, serem ameaçados; 3,2%, empurrados e agredidos fisicamente. Outros 5,3% disseram que os colegas frequentemente pegam e destroem as coisas deles e 7,9% são alvo de rumores maldosos. Com base nos relatos dos estudantes, 9% foram classificados no estudo como vítimas frequentes de bullying, ou seja, estão no topo do indicador de agressões e mais expostos a essa situação.
    A publicação faz parte das divulgações do último Pisa, de 2015, avaliação aplicada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Participaram dessa edição 540 mil estudantes de 15 anos que, por amostragem, representam 29 milhões de alunos de 72 países. São 35 países-membros da OCDE e 37 economias parceiras, entre elas o Brasil.
    Em comparação com os demais países avaliados, o Brasil aparece com um dos menores "índices de exposição ao bullying". Em um ranking de 53 países com os dados disponíveis, o Brasil está em 43º. Em média, nos países da OCDE, 18,7% dos estudantes relataram ser vítimas de algum tipo de bullying mais de uma vez por mês e 8,9% foram classificados como vítimas frequentes.
    "O bullying tem sérias consequências tanto para o agressor quanto para a vítima. Tanto aqueles que praticam o bullying quanto as vítimas são mais propensos a faltar às aulas, abandonar os estudos e ter piores desempenhos acadêmicos que aqueles que não têm relações conflituosas com os colegas", diz o estudo, que acrescenta que nesses adolescentes estão também mais presentes sintomas de depressão, ansiedade, baixa autoestima e perda de interesse por qualquer atividade.
    Satisfação e pertencimento
    O levantamento mostra que os estudantes brasileiros estão acima da média no quesito satisfação com a vida: 44,6% dizem que estão muito satisfeitos, enquanto a média dos países da OCDE é 34,1%. Na outra ponta, tanto no Brasil quanto na média dos países da OCDE, 11,8% dizem que não estão satisfeitos com a vida.
    No Brasil, 76,1% sentem que pertencem à escola. Entre os países da OCDE, 73% dos adolescentes dizem ter esse sentimento de pertencimento.
    Quase todos os estudantes brasileiros (96,7%) querem ser escolhidos para as melhores oportunidades disponíveis quando graduarem e 63,9% querem estar entre os melhores estudantes da classe. Entre os países da OCDE, esses percentuais são, respectivamente, 92,7% e 59,2%.
    O Brasil, no entanto, aparece quase no topo entre os países com estudantes mais ansiosos - 80,8% ficam muito ansiosos mesmo quando estão bem preparados para provas. A média da OCDE é 55,5%. O país é superado apenas pela Costa Rica, onde 81,2% dos estudantes relataram ansiedade nesses casos. Mais da metade dos brasileiros, 56%, disseram que ficam tensos ao estudar. A média da OCDE é 36,6%.
    "Esses resultados sugerem a necessidade de relações mais fortes entre escolas e pais para que os adolescentes tenham o apoio de que necessitam, acadêmica e psicologicamente. Essa aproximação poderia contribuir muito para o bem-estar de todos os alunos", diz o relatório.
    Pais e professores
    O levantamento mostrou que pais e professores têm papel importante no bem-estar dos estudantes. Estudantes que têm pais interessados nas atividades escolares são 2,5 vezes mais propensos a estar entre as notas mais altas da escola e 1,9 vezes a estar muito satisfeitos com a vida. Com o apoio dos pais e responsáveis, os estudantes também têm duas vezes menos chance de se sentir sozinhos na escola e são 3,4 vezes menos propensos a estar insatisfeitos com a vida.  
    A participação dos professores também é importante. Estudantes que recebem apoio e suporte dos professores em sala de aula são 1,9 vezes mais propensos a sentir que pertencem à escola do que aqueles que não têm esse apoio. Aqueles que percebem que os professores são injustos com eles têm 1,8 vezes mais chance de se sentir excluídos na escola.  
    De acordo com o relatório, grande parte dos estudantes tem a sensação de que é injustiçada pelos professores. Em média, nos países da OCDE, 35% dos alunos relataram que sentem, pelo menos algumas vezes por mês, que seus professores pedem menos deles que dos outros estudantes; 21% acham que seus professores os julgam menos inteligentes do que são; 10% relataram que os professores os ridicularizam na frente dos outros; e 9%, que seus professores chegaram a insultá-los na frente dos demais.
    Bem-estar dos estudantes
    Esta é a primeira vez que o Pisa divulga dados da performance dos estudantes que dizem respeito à relação deles com os professores, à vida em casa e a como gastam o tempo fora da escola. O relatório que trata do bem-estar dos estudantes faz parte dos resultados do Pisa 2015.  Ao todo, participaram 540 mil estudantes de 15 anos que, por amostragem, representam 29 milhões de alunos de 72 países. São 35 países-membros e 37 economias parceiras, entre elas o Brasil.
    Aplicado pela OCDE, o Pisa testa os conhecimentos de matemática, leitura e ciências de estudantes de 15 anos de idade. Em 2015, o foco foi em ciências, que concentrou o maior número de questões da avaliação.
    Edição: Graça Adjuto
    Leias Mais..

    Estudantes brasileiros são 'felizes' e estão entre os que mais usam internet fora da escola, diz OCDE

    13:37 |


    Daniela Fernandes


    19 abril 2017
    Há mais estudantes brasileiros que se dizem felizes do que na média dos países desenvolvidos, revela um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta quarta-feira.
    A pesquisa diz ainda que os adolescentes no Brasil também estão entre os que mais usam a internet fora da escola.
    Os dados estão no relatório "O Bem-Estar dos Estudantes", o terceiro volume do último estudo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) de 2015, que entrevistou 540 mil jovens de 15 anos de redes públicas e privadas de ensino em 72 países.
    A pesquisa pediu que os alunos avaliassem, em uma escala de 0 ("a pior vida possível") a 10 ("a melhor vida possível"), o grau de satisfação com suas vidas.
    A média do Brasil foi de 7,59, pouco acima dos 7,31 obtidos na média dos países da OCDE, que reúne 35 economias, a grande maioria desenvolvidas.
    Quando analisado o grupo de 35 países que são parceiros da OCDE, mas não integram organização, o Brasil se situa no meio do ranking, com a décima melhor pontuação - apenas 20 forneceram dados.
    Entre os emergentes com melhores resultados estão República Dominicana (8,50), Costa Rica (8,21), Croácia (7,90) ou Colômbia (7,88).

    'Muito satisfeitos'

    Pouco menos da metade (44,6%) dos jovens brasileiros de 15 anos se disseram "muito satisfeitos" com suas vidas (deram notas 9 e 10).
    O resultado é bem superior à média dos alunos da OCDE, que é de pouco mais de um terço (34,1%). Entre o grupo de 20 emergentes que forneceram dados, o Brasil ocupa o 8º lugar.
    A proporção dos que deram nota de 9 a 10 é bem mais elevada em países como República Dominicana (67,8%, o melhor resultado de todo o estudo), Costa Rica (58,4%), Colômbia (50,9%) e Montenegro (50,1%).
    Menina na internetDireito de imagemSMCS
    Image captionEstudantes de 15 anos no Brasil passam mais de três horas (190 minutos) por dia na internet fora da escola
    Por outro lado, em economias asiáticas, como a da Coreia do Sul e Hong Kong, o total de "muito satisfeitos com a vida" não chega a 20%.
    Ou seja, apesar de liderarem em relação aos conhecimentos, os estudantes da região são, em geral, menos felizes do que os de outros países do mundo - os alunos de países asiáticos estão entre os primeiros colocados nas provas de ciências, matemática e compreensão da escrita do Pisa, a mais importante avaliação educacional do mundo.
    No Japão, que ocupa o segundo lugar no Pisa, apenas 23,8% dos alunos se dizem "muitos satisfeitos" com a vida. Em Taipei, quarto melhor colocado na avaliação educacional, somente 18,5% dos estudantes se consideram muito felizes.
    Hong Kong é outro exemplo: ocupa o 9º melhor no ranking de desempenho, mas apenas 13,9% de seus estudantes declaram estar "muito satisfeitos".
    O último Pisa, divulgado no final do ano passado, deu destaque para a área de ciências.
    "Os dados do Pisa 2015 mostram que há uma modesta relação entre a média da performance em ciências e a média de satisfação com a vida", diz a OCDE.
    "Estudantes de países com baixos resultados tendem a relatar níveis mais altos de satisfação com a vida do que alunos de países com alta performance", destaca o relatório "Bem-Estar dos Estudantes".
    Menina construindo casinha de madeiraDireito de imagemTHINKSTOCK
    Image captionAlunos asiáticos vão bem em provas de desempenho, mas se dizem menos felizes
    Há algumas exceções, acrescenta a organização. É o caso da Finlândia, Holanda ou Suíça, onde o desempenho nas provas de ciências se situa acima da média e os alunos declaram estar satisfeitos com a vida.
    Já na Turquia, que está entre os 20 últimos colocados nos testes de ciências do Pisa, os estudantes tendem a relatar pouca satisfação com suas vidas.

    Média de infelicidade

    O índice dos estudantes que se dizem "infelizes" (com notas de 0 a 4) no Brasil é de 11,8%, exatamente a média dos países da OCDE.
    "O bem-estar dos alunos se refere ao estado psicológico, cognitivo, social e físico e as capacidades que o estudante precisa para viver uma vida feliz e com realizações", explica a organização.
    "O bem-estar é acima de tudo definido pela qualidade de vida", ressalta o relatório, acrescentando que apenas no Brasil e na Colômbia os estudantes desfavorecidos relatam maior satisfação com a vida do que os mais favorecidos. O documento não fornece mais detalhes sobre essa questão.
    Outro fator analisado no estudo é o interesse dos pais em relação à vida escolar dos filhos.
    "Estudantes cujos pais se interessam por suas atividades escolares têm melhor performance no Pisa do que alunos que relatam falta de interesse de seus pais", diz o documento.
    A OCDE também aponta que o envolvimento dos pais em outras atividades (como conversar sobre a escola ou fazer refeições juntos à mesa) tem impacto positivo não apenas no resultado escolar do aluno, mas também no fato deles se sentirem mais satisfeitos em relação à vida.
    "Passar tempo apenas conversando é a atividade entre pais e alunos mais fortemente associada à satisfação", ressalta a organização.
    Alunos de escola pública no BrasilDireito de imagemAGÊNCIA BRASIL
    Image captionÍndice de estudantes brasileiros que se dizem 'infelizes' é igual à média da OCDE: 11,8%
    "Na maioria dos países, estudantes tendem a relatar que são muito satisfeitos com sua vida quando seus pais realizam regularmente pelo menos uma das atividades em casa (conversar ou fazer refeições juntos)".
    No Brasil, 85,2% dos alunos dizem conversar com os pais após a escola, segundo o estudo. A média nos países da OCDE é 86,1%. Na Rússia, Tailândia e Tunísia, o número é pouco acima de 90%.

    Uso da internet

    Outro indicador medido, a ansiedade, revela que a grande maioria dos alunos no Brasil (quase 81%) se sente "muito ansiosa" mesmo quando bem preparada para as provas. É o segundo índice mais elevado entre os países analisados.
    O relatório também revela que os estudantes de 15 anos no Brasil passam mais de três horas (190 minutos) por dia na internet nos dias de semana, no período fora da escola.
    É o segundo maior tempo gasto entre os países do estudo, ficando abaixo apenas do Chile (195 minutos). Mas cerca de 20 países não forneceram esses dados. A média na OCDE é de quase duas horas e meia.
    Nos finais de semana, os estudantes no Brasil utilizam ainda mais a internet: 209 minutos. Mas estudantes de vários outros países, como Holanda, Suécia ou Reino Unido, passam mais tempo online do que os brasileiros.
    A OCDE vê essa atividade como uma forma de estender o aprendizado. "As ferramentas da internet, incluindo redes online, mídias sociais e tecnologias interativas, estão criando estilos de aprendizado, onde jovens se veem como agentes de seu próprio conhecimento e podem aprender mais sobre o mundo", afirma o estudo.

    Bullying

    O relatório também analisa a questão do bullying nas escolas. No Brasil, 17,5% dos estudantes afirmam sofrer algum tipo de bullying (tirar sarro, sumiço ou destruição de pertences, sofrer rumores e ameaças, por exemplo) algumas vezes por mês. Na OCDE, a média é de 18,7%.
    Mas apenas 3,2% dos alunos brasileiros dizem sofrer violência física (socos ou empurrões), segundo o estudo. A média na OCDE nesses casos de bullying é de 4,3%. Em Hong-Kong, é quase o triplo, 9,5%.
    O relatório "O Bem-Estar dos Alunos" afirma que alunos com desempenho baixo na escola estão mais sujeitos a se tornar vítimas de bullying.
    "De acordo com os resultados do Pisa, a proporção de vítimas de bullying é maior em escolas com alto percentual de estudantes que repetiram de ano, onde há pouca disciplina na sala de aula e onde alunos relatam ser tratados de forma injusta pelo professor", diz o estudo.
    Leias Mais..